Gilberto Coimbra preside o Tondela

Gilberto Coimbra foi reconduzido ao cargo de presidente do Tondela para o biénio 2026-2028, numa Assembleia Geral (AG) realizada esta sexta-feira. A eleição, que contou com uma lista única, foi decidida por unanimidade pelos cerca de 70 sócios presentes na reunião magna, na qual foram aprovadas, igualmente por unanimidade, as contas de 2025, com resultado negativo.

Apesar da reeleição, Gilberto Coimbra, que lidera o clube desde 2004, reiterou o seu desejo de ver surgir uma nova liderança. «Como tudo na vida, é preciso ter renovação. Deixo o repto para começarem a pensar em querer ajudar o Tondela», afirmou, justificando a sua recandidatura com a promessa de apenas sair «quando a academia estivesse pronta».

O projeto da Academia de Futebol, que enfrenta atrasos há quase uma década devido a incêndios, burocracia e outras questões, estará agora mais perto de se concretizar: «Penso, agora, finalmente, ter todos estes problemas ultrapassados e penso que é agora que se vai dar início às obras da academia.»

Para o arranque das obras, estão alocados cerca de quatro milhões de euros, verba proveniente da alienação do clube. Gilberto Coimbra admitiu que o montante «não permite fazer tudo, mas é um bom andamento».

Na mesma AG, foram aprovadas as contas de 2025, que registaram um saldo negativo de 155.351,35 euros. Apesar do prejuízo, o presidente do conselho fiscal, Luís Brás Marques, destacou a solidez financeira do clube. «São contas com uma transparência e exigência rigorosa, com um capital próprio de €3,5 M o que nos dá alguma garantia», considerou.

Durante a reunião, que contou com uma notável presença de sócios mais jovens, Gilberto Coimbra abordou a relação com a SAD, na qual o clube detém apenas 10%. O presidente reconheceu que «os investidores não têm o mesmo amor e paixão» que os sócios, mas assegurou que partilham o objetivo de regressar à Liga, apesar das dificuldades financeiras acrescidas na Liga 2, onde «as entradas de receitas são 10 vezes menos».

A Assembleia Geral serviu ainda para prestar homenagem, com minutos de silêncio, a José Pizarro, António Coimbra e Pedro Ferreira, figuras ligadas à história do clube.

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