Olise, Dembélé, Barcola e Mbappé (IMAGO)
Olise, Dembélé, Barcola e Mbappé (IMAGO)

França: era-Zidane traz nova oportunidade para geração de ouro

Mbappé, Olise, Dembélé e companhia ainda podem chegar aos próximos torneios em grande forma

A eliminação da França nas meias-finais do Mundial 2026 deixou uma das gerações mais talentosas do país a lidar com mais uma desilusão, mas uma nova era aproxima-se, com Zinédine Zidane apontado como o homem certo para capitalizar o extraordinário talento individual da equipa na busca pelo terceiro título mundial.

A derrota com Espanha foi dolorosa pela forma como aconteceu. A seleção francesa chegou a Dallas com um registo de seis vitórias consecutivas e a sonhar com a terceira final consecutiva em Mundiais. No entanto, no primeiro grande teste do torneio, foi superada técnica e taticamente, nunca parecendo capaz de inverter o rumo dos acontecimentos.

França e Portugal entre as maiores desilusões de sempre em Mundiais:

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Esta foi a terceira derrota consecutiva em meias-finais contra a Espanha, depois do Euro 2024 e da Liga das Nações. Representa mais uma oportunidade perdida para um grupo de jogadores que inclui Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise, Désiré Doué e Bradley Barcola, muitos dos quais estarão no auge das suas carreiras no Euro 2028 e no Mundial de 2030.

Adeus a Deschamps

A derrota marca o fim do notável reinado de 14 anos de Didier Deschamps, que termina após o jogo de atribuição do terceiro lugar no sábado. Quando assumiu o comando em 2012, Deschamps reconstruiu uma seleção que ainda recuperava do caos do Mundial de 2010, marcado por uma greve dos jogadores que mergulhou o futebol francês numa crise profunda.

Sob a sua liderança, a França tornou-se uma potência, conquistando o título mundial em 2018 e alcançando a final quatro anos depois. , Assim o seu provável sucessor, Zidane, herdará uma estrutura muito mais sólida. Embora a contratação ainda não seja oficial, o antigo capitão e ex-treinador do Real Madrid é há muito visto como o próximo na linha de sucessão. O seu desafio será encontrar a fórmula coletiva para extrair o melhor de um leque de talentos que poucos rivais conseguem igualar.

Ainda assim, olhando para a constelação de estrelas desta França, muitos deles estarão em ponto-rebuçado quando chegarem ao próximo Mundial, já que terão as seguintes idades: Mbappé - 31 anos; Dembélé - 33 anos, Olise - 28 anos, Désire Doué - 25 anos; Barcola - 27 anos; Zaire-Emery - 24 anos, Cherki - 26 anos, Tchouaméni - 20 anos, Manu Koné - 29 anos, Saliba - 29 anos, Upamecano - 31 anos, Koundé - 31 anos.

O tempo ainda não se esgotou para esta geração de ouro, mas as oportunidades a este nível são limitadas. Depois de perder a final do Mundial de 2022 nos penáltis, a França vê agora a Espanha pôr fim às suas esperanças em três grandes torneios consecutivos. A tarefa do próximo selecionador será garantir que esta talentosa geração não termine a carreira com mais desilusões do que troféus.

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