Arranque negativo da Aston Martin tem marcado início da época
Arranque negativo da Aston Martin tem marcado início da época - Foto: IMAGO

Fórmula 1: vibrações no Aston Martin colocam FIA em alerta

Equipa de Silverstone começou muito mal a nova temporada, com problemas nos Grandes Prémios da Austrália e da China

O projeto ambicioso da Aston Martin para a nova temporada da Fórmula 1 está a ser o grande destaque pela negativa no início do ano, com problemas evidentes nos Grandes Prémios da Austrália e da China. O que começou com grande otimismo em Barcelona, impulsionado pelo design de Adrian Newey, rapidamente se transformou num cenário problemático, marcado por uma pré-temporada delicada e, acima de tudo, pelas vibrações e falta de rendimento da unidade de potência da Honda.

Estes dois problemas, as vibrações e o baixo desempenho, são distintos. Mike Krack, engenheiro-chefe da equipa, esclareceu que resolver a questão das vibrações não garante uma melhoria imediata no rendimento. No entanto, a fiabilidade é a prioridade, pois sem ela não é possível acumular quilometragem e, consequentemente, alcançar bons resultados.

«[As vibrações] afetam a nossa fiabilidade, mas não são algo que nos retire rendimento. Sim, ajudará se o corrigirmos»

As vibrações tornaram-se o foco principal, especialmente após o Grande Prémio da China. Apesar de a Honda ter conseguido mitigar a situação desde a pré-temporada, o monolugar ainda não consegue completar a distância de uma corrida. Na China, a situação tornou-se crítica, com imagens de Fernando Alonso a ter de largar o volante. O piloto espanhol sentiu os problemas a partir da volta 20 e, após uma troca de pneus que não surtiu efeito, acabou por abandonar entre as voltas 32 e 33, depois de tentar corrigir a situação através dos modos de motor e da caixa de velocidades.

A gravidade do problema levantou preocupações de segurança junto da FIA. Segundo o portal italiano especializado Formula Tecnica, a federação está a analisar minuciosamente os dados de telemetria dos AMR26 de Fernando Alonso e Lance Stroll para determinar se a segurança dos pilotos está a ser comprometida.

A análise da FIA poderá levar a várias ações. A investigação poderá continuar no Grande Prémio do Japão e, caso os problemas persistam, a federação poderá intervir. Entre as possíveis medidas está a obrigação de limitar a configuração do Aston Martin ou, num cenário mais drástico, forçar a paragem dos monolugares.

Uma intervenção deste género seria um duro golpe para a Aston Martin, que já enfrenta um início de temporada de 2026 muito complicado. A equipa marcou a corrida em Suzuka, a casa da Honda, como um ponto de viragem para começar a evoluir. Superar o limite das 30 voltas, que tem sido um obstáculo desde os testes, será um passo crucial antes de se poder focar na melhoria do rendimento de um motor com menos potência e de um chassis considerado de elite.