Adrian Newey, chefe da Aston Martin - Foto: IMAGO

Aston Martin: «Não teríamos assinado com a Honda se soubéssemos disso»

Chefe da Aston Martin, Adrian Newey, demonstra o descontentamento sobre o motor nipónico

O chefe da Aston Martin, Adrian Newey não poupou o novo motor usado pela equipa, deixando várias críticas ao projeto «Aston 2030» usado pela marca japonesa. A pré-época da Aston Martin tem sido para esquecer, com escândalos e críticas dos pilotos, Fernando Alonso e Lance Stroll, ao carro e tudo indica que será uma época para esquecer.

Em conferência de imprensa, o chefe da equipa foi confrontado sobre a falta de experiência da Honda antes de assinarem contrato e foi bastante direto: «Não, não sabíamos . Só nos demos conta disso em novembro passado, quando Lawrence, Andy Cowell e eu fomos a Tóquio para discutir os rumores que começavam a sugerir que eles não atingiriam a  meta de potência original para a primeira corrida, e descobrimos que muitos dos membros originais da equipa não haviam voltado quando a competição recomeçou... Então a resposta é não.»

Prosseguiu com as críticas e deixou o mote para o resto da época: «Acho que estamos onde estamos com a Honda. Obviamente, nosso objetivo agora é trabalhar com a Honda para chegar ao melhor resultado possível. Sendo realista, esta temporada é, antes de mais nada, como mencionei, sobre resolver esse problema de vibração para que possamos correr de forma confiável e, a partir daí, ver quanto desempenho eles podem adicionar ao motor de combustão em particular.»

«Ao mesmo tempo, é claro, a Honda precisa começar a trabalhar no motor de 2027, porque está claro que um grande avanço na potência do motor de combustão é necessário para 2027, e esse deve ser o foco principal deles», concluiu.