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Foi o melhor da época, ganhou dois bifes de prémio… e só os comeu dois anos depois
Num futebol cada vez mais dominado por troféus, medalhas e distinções individuais, Mikel Merino tem uma história diferente para contar. Em 2020, o médio espanhol foi eleito melhor jogador da época da Real Sociedad pelo restaurante Txuleta, em San Sebastián, e recebeu um prémio pouco habitual: dois enormes bifes maturados e um jantar para celebrar a distinção.
O chamado Premio Txuleta é uma tradição no País Basco. A distinção, atribuída anualmente pelo emblemático restaurante situado na Plaza de la Trinidad, homenageia o melhor jogador da Real Sociedad. Não com uma taça, mas com uma autêntica txuleta — carne bovina grelhada que, na região, é quase uma instituição cultural.
No entanto, Merino teve de esperar. Entre a pandemia e um calendário competitivo cada vez mais apertado, o internacional espanhol só conseguiu levantar o prémio em 2022, dois anos depois de o conquistar. Os bifes estavam prometidos desde 2020, mas só então pôde finalmente sentar-se à mesa para usufruir da recompensa.
A história insólita contrasta com os desafios que o internacional espanhol enfrentou recentemente. Uma fratura de stress no pé, sofrida frente ao Manchester United em janeiro, obrigou-o a ser operado e afastou-o de grande parte da segunda metade da temporada. Ainda assim, nunca deixou de merecer a confiança de Luis de la Fuente.
O selecionador espanhol manteve Merino nos seus planos e voltou a incluí-lo na convocatória para o Mundial 2026. Recuperado da lesão grave, Merino chegou ao torneio motivado para escrever mais um capítulo especial na carreira e juntar ao currículo outro prémio memorável... embora seja difícil superar dois bifes, apesar do atraso.
Este artigo partiu do perfil de Mikel Merino que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.