Gianni Infantino, presidente da FIFA, em cerimónia do Mundial 2026
Gianni Infantino, presidente da FIFA, em cerimónia do Mundial 2026 - Foto: IMAGO

Fim de uma era: FIFA confirma adeus à Panini após o Mundial em Portugal

Gianni Infantino, presidente da FIFA, anunciou o fim da histórica parceria com a referência da caderneta de cromos de Campeonatos do Mundo para dar lugar a outra empresa, a norte-americana Fanatics

A FIFA anunciou esta quinta-feira o fim da histórica parceria com a Panini para a produção das cadernetas de cromos do Campeonato do Mundo. A colaboração, que dura há mais de 50 anos, cessará após a edição do centenário do torneio, em 2030, em Portugal, Espanha e Marrocos, dando lugar a um novo acordo com a empresa Fanatics.

A associação entre a FIFA e a Panini remonta ao Mundial 1970, no México, e terá completado 60 anos quando o acordo expirar. A partir de 2031, a Fanatics assumirá a produção de colecionáveis para todos os torneios e eventos da FIFA, conforme anunciado pelo organismo que rege o futebol mundial.

Em dezembro de 2023, a Panini tinha assinado um acordo com a FIFA para se manter como parceira exclusiva para cromos, cartas colecionáveis e colecionáveis digitais, cobrindo o Mundial deste verão, o torneio de 2030 e o Campeonato do Mundo Feminino de 2027, entre outros eventos.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, justificou a mudança com a inovação que a Fanatics tem demonstrado no setor. «No panorama desportivo, vemos que a Fanatics está a impulsionar uma enorme inovação nos colecionáveis, que proporciona aos adeptos uma nova e significativa forma de se ligarem às suas equipas e jogadores favoritos», afirmou.

O líder da FIFA acrescentou ainda que esta parceria permitirá globalizar o envolvimento dos adeptos. «Do ponto de vista da FIFA, podemos globalizar esse envolvimento dos adeptos precisamente graças ao nosso portefólio de torneios globais. E isto proporciona outra importante fonte de receita comercial que, como sempre, canalizamos de volta para o jogo, para o futebol», explicou Infantino.

Por sua vez, Michael Rubin, diretor executivo da Fanatics, considerou o acordo um marco histórico. «Este é verdadeiramente um dia histórico na história da nossa empresa. O futebol global é a maior oportunidade de crescimento no desporto e, quando se combina o poder da FIFA com a inovação e a espinha dorsal empreendedora da Fanatics, estamos preparados para elevar a narrativa e os colecionáveis em torno do jogo de uma forma nunca antes vista», declarou.

A iniciar sessão com Google...