James Maddison entrou nos minutos finais do duelo com o Leeds
James Maddison entrou nos minutos finais do duelo com o Leeds - Foto: IMAGO

Figura do Tottenham recorda «dias sombrios» após calvário de um ano

James Maddison somou os primeiros minutos da temporada frente ao Leeds

James Maddison regressou aos relvados pelo Tottenham esta segunda-feira, no embate da Premier League contra o Leeds (1-1), e abordou o difícil período de um ano que passou afastado devido a lesão, afirmando sentir-se agora «mentalmente forte» depois de ultrapassar «dias sombrios» em que não pôde ajudar a sua equipa.

O calvário do médio inglês começou na primeira mão da meia-final da UEFA Europa League da temporada transata, em casa, contra o Bodo/Glimt. Os Spurs venceram por 3-1, encaminhando a passagem à final, mas essa partida marcou o fim da campanha europeia de Maddison nesse ano. O jogador sofreu uma rotura parcial do ligamento cruzado anterior (LCA), que o afastou da segunda mão na Noruega, vencida por 2-0, e da final em Bilbau, onde o emblema londrino ergueu o troféu frente ao Manchester United de Ruben Amorim.

O regresso à ação parecia promissor durante a digressão de pré-época na Ásia Oriental, onde Maddison se mostrava apto para integrar a equipa então comandada por Thomas Frank. Contudo, o infortúnio voltou a bater à porta. Durante a vitória por 1-0 sobre o Arsenal em Hong Kong, sofreu uma rotura total do LCA, lesão que o manteve fora de competição até ao empate a uma bola contra o Leeds, na passada segunda-feira.

Maddison falou abertamente sobre a frustração de assistir impotente às dificuldades da sua equipa, que, assolada por lesões, se encontra numa luta pela manutenção, apenas dois pontos acima do West Ham, 18.º classificado, a duas jornadas do fim.

«Sim, definitivamente», respondeu quando questionado sobre a dificuldade de estar na bancada. «Porque assistimos aos jogos a pensar no que poderíamos fazer de diferente para ajudar. Tem sido uma época difícil para o Tottenham, muito dura para os adeptos, para os jogadores, com muitas trocas de treinador. Tem sido uma época para esquecer, e não poder influenciar e ajudar o clube foi difícil», frisou após o encontro.

O médio explicou a cronologia da sua lesão, que começou muito antes da paragem total. «Na minha cabeça, a lesão remonta à meia-final da Liga Europa, porque sofri uma rotura parcial do LCA contra o Bodo/Glimt», detalhou.

«O especialista [externo ao clube] disse-me que não precisaria de cirurgia e reabilitação. E, obviamente, a recuperação não correu bem e precisei da cirurgia completa, que foi o que aconteceu na Coreia do Sul. Dito isto, a receção que tive hoje ficará comigo para sempre. Houve alguns dias sombrios no último ano, especialmente desde a cirurgia. Foi um ano muito duro para mim mentalmente, mas agora estou no fim do túnel, por isso posso olhar para trás com carinho, porque estou o mais forte mentalmente possível depois de passar por isto. Fisicamente, sinto-me muito bem», rematou o ex-Leicester, em Londres desde 2023.

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