Fernando Alonso prevê Silverstone «sem piada» com os carros de 2026
Fernando Alonso juntou-se ao coro de vozes críticas sobre o impacto que os novos regulamentos da Fórmula 1 terão em circuitos rápidos como Silverstone, prevendo uma experiência de condução «muito diferente e sem piada» que será «triste» tanto para pilotos como para espetadores.
O traçado rápido e fluido de Silverstone, um dos favoritos de pilotos e adeptos, corre o risco de perder o espetáculo devido às exigências energéticas dos novos monolugares. A preocupação, já expressa por Max Verstappen após testes no simulador, é que as icónicas curvas de alta velocidade se transformem em zonas de recuperação de energia.
«Penso que as próximas duas corridas serão uma experiência diferente daquela a que estávamos habituados em Silverstone e Spa», afirmou Alonso. «Circuitos bonitos no passado, especialmente com os carros de efeito solo [da geração anterior]. Penso que Silverstone era provavelmente o melhor dos circuitos, adequando-se perfeitamente a esse carro». O piloto espanhol acrescentou que, com base nas voltas de simulador, a condução será «bastante triste».
O problema central reside na distribuição desigual de oportunidades para recarregar as baterias ao longo da volta. Após uma sequência inicial de curvas, o circuito é dominado por retas e curvas rápidas, o que limita a regeneração de energia. Isto torna-se crítico antes da famosa sequência de Maggotts, Becketts e Chapel, uma das mais desafiadoras do calendário.
Prevê-se que os pilotos cheguem a esta secção com a energia já gasta na reta anterior, desde Luffield. Como a curva Copse não exige uma desaceleração suficiente para recarregar a bateria, os carros terão muito menos potência do que em anos anteriores. Questionado sobre como seria a sequência Maggotts-Becketts-Chapel, Alonso foi direto: «uma estação de carregamento».
Esta situação obrigará os pilotos a fazer «super clipping» ou a levantar o pé do acelerador em curvas que antes eram atacadas a fundo, um cenário semelhante ao que já foi visto nos Grandes Prémios da Austrália e do Japão. Para Alonso, a perda de potência em plena curva é uma experiência pior do que no final das retas.
A FIA já tentou mitigar o problema, introduzindo novos limites na quantidade de energia que pode ser recuperada por volta antes do Grande Prémio de Miami. No entanto, embora isto possa reduzir a necessidade de «super clipping», a redução da capacidade elétrica afeta naturalmente os tempos por volta e as velocidades de ponta.