André Villas-Boas marcou presença na gala, onde recebeu o prémio de mérito desportivo da Liga - Foto: FPF
André Villas-Boas marcou presença na gala, onde recebeu o prémio de mérito desportivo da Liga - Foto: FPF
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Villas-Boas recorda conquista do título: «Houve muita dor pelo meio»

Presidente dos dragões destaca percurso de «transcendência individual e coletiva» que permitiu vencer a Liga quatro anos depois, lembrando as perdas de Pinto da Costa e Jorge Costa

André Villas-Boas foi uma das várias figuras do futebol nacional que marcaram presença na gala dos Portugal Football Globes, ao receber o prémio de mérito desportivo atribuído à conquista portista da Liga em 2025/26.

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Num discurso marcado por forte carga emocional, o presidente dos dragões quebrou o protocolo ao chamar ao palco o capitão azul e branco, Diogo Costa, que definiu como «verdadeiro representante dos valores do FC Porto».

Perante a plateia reunida na Arena Portugal, o dirigente máximo do campeão nacional fez questão de partilhar o galardão com a equipa e recordar os momentos mais difíceis de uma caminhada vitoriosa, marcada pela perda de duas figuras do universo portista.

«Este prémio e este título são sobretudo a transformação de uma equipa que sofreu duas grandes perdas: Jorge Nuno Pinto da Costa na época 2024/25 e Jorge Costa no início de 2025/26. Houve muita dor pelo meio, muita transcendência individual e coletiva, uma transformação pessoal única destes jogadores, que se uniram em torno do símbolo do FC Porto, dos seus valores, e em torno do seu novo treinador, um homem de especial caráter, que tem desenvolvido um trabalho excelente e que nos trouxe de volta um tão ambicionado título que nos fugia há quatro anos», sublinhou o líder portista.

Villas-Boas enalteceu ainda a capacidade de superação do plantel liderado por Francesco Farioli na conquista do campeonato nacional, destacando a atitude e o profissionalismo do grupo de trabalho: «Foi muito importante reverter o sentido das coisas, voltar a ser campeão, a abraçar o título e isso é tudo mérito deste grupo de trabalho. Têm uma capacidade única de se focarem no trabalho, com humildade, seriedade, sendo altamente profissionais, e é por isso que este grande capitão é único e singular.»

O presidente da SAD azul e branca voltou a abordar a questão do número da camisola de Diogo Costa, que tinha sido desafiado a envergar o mítico 2 de Jorge Costa: «Não aceitou o meu desafio, que era algo que me orgulharia e dignificaria a história do número 2 no FC Porto, mas é um grande 99, um grande guarda-redes, que representa todos os nossos valores e eu tenho muito carinho por ele. É um prémio dos jogadores, do coletivo e do trabalho».

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