Holger Rune desabou em lágrimas após sofrer lesão grave no duelo com Ugo Humbert, nas meias-finais do ATP 500 de Estocolmo
Holger Rune desabou em lágrimas após sofrer lesão grave no duelo com Ugo Humbert, nas meias-finais do ATP 500 de Estocolmo - Foto: IMAGO

Fechados no hotel, Holger Rune e família vivem angústia no Qatar

Holger Rune e a sua equipa estão a passar por um verdadeiro pesadelo em Doha devido ao conflito no Médio Oriente e às constantes ameaças de bombardeamento

O tenista dinamarquês Holger Rune viajou recentemente para Doha, no Qatar, para realizar a reabilitação de uma rutura do tendão de Aquiles, sofrida no final do ano passado.

Contudo, pouco depois da sua chegada, o conflito no Médio Oriente escalou, deixando-o a ele e à equipa – bem como a milhares de outros – numa situação de medo e incerteza.

«Passo o dia inteiro ao computador, depois de nos terem dito esta manhã para interromper uma sessão devido a um bombardeamento massivo. Enviei um e-mail às autoridades dinamarquesas... Existe algum plano?», relatou Aneke Rune, mãe do tenista, ao canal BT.

«O Holger continuou a reabilitação no hotel porque não nos era permitido sair e ir ao hospital, uma vez que foram encontrados restos de projéteis nas proximidades. Temos sorte de eles virem cá e trabalharem com o Holger quando temos medo de sair. Uma pessoa habitua-se um pouco. Sentimos que a situação acalmou um pouco, então retomámos a vida normal, esperando que o aeroporto abra em breve.

 Embora a situação tenha acalmado na altura, ninguém pode garantir quando os alarmes voltarão a soar. «Aí pensamos se a situação pode piorar, se devemos ir para países vizinhos e tentar sair, ou se isso é mais arriscado do que esperar que o aeroporto abra. Houve vários ataques em todo o Médio Oriente, então não sabemos qual é a opção mais segura», questionou a mãe do tenista dinamarquês.

Plano de fuga

Ainda assim, Aneke está determinada a encontrar uma saída nos próximos dias. «Estou habituada a organizar viagens, por isso tenho um possível plano de fuga em mente. A principal questão é o que é mais seguro. As empresas de segurança que consultámos recomendam que fiquemos onde estamos. Mas ainda é difícil ficar porque nunca se sabe quando haverá um novo ataque, quão violento será ou quão perto. Portanto, de certa forma, isso afeta-nos.»