FC Porto: Nápoles já foi tónico certo para quebrar série maldita
Manchester City, Betis e PSV Eindhoven. Estes foram os adversários que o FC Porto já defrontou na edição 2026/27 da Champions League, que marcou o regresso dos dragões à prova milionária após duas épocas de ausência. Até ver, porém, o desfecho foi sempre o mesmo: três derrotas nas três primeiras jornadas da fase de liga. Se à temporada em curso juntarmos os últimos dois compromissos europeus da equipa de Francesco Farioli em 2025/26 — 1-1 (Dragão) e 0-1 (City Ground) frente ao Nottingham Forest, na eliminatória que ditou a eliminação dos azuis e brancos da Liga Europa —, constatamos que o campeão nacional em título está há cinco partidas sem conseguir vencer nas competições continentais.
Uma série que, amanhã, a turma portista tentará quebrar. Pela frente terá o Nápoles, atual 8.º classificado da Serie A, que não vive o melhor momento — anteontem, perdeu na visita à Juventus (0-2); na Champions, soma uma vitória (sobre o Bodo/Glimt) e duas derrotas em três desafios. Ainda assim, a experiência acumulada nas três rondas anteriores aconselha cautela aos dragões, que, além da imperatividade de vencer para continuarem firmes na luta pelo apuramento, procuram evitar a pior sequência europeia dos últimos 12 anos.
Se na transição de 2015/16 para 2016/17 o FC Porto também atravessou uma série de cinco partidas europeias sem qualquer triunfo — derrotas consecutivas contra Dínamo de Kiev, Chelsea, Borussia Dortmund (duas vezes) e um empate com a Roma —, em 2013/14 foi ainda pior. Os azuis e brancos estiveram sete jogos sem saborear uma única vitória: Atlético Madrid (dois desaires), Zenit (uma derrota e um empate), Áustria de Viena (empate) e duas igualdades com o Eintracht Frankfurt, estas últimas já nos 16 avos de final da Europa League. O treinador era Paulo Fonseca, que agora se prepara para assumir o leme do Sporting.
Mais curiosa, porém, foi a forma como o FC Porto conseguiu pôr travão a essa sequência indesejada. Ao segundo jogo com Luís Castro no banco — substituiu Fonseca —, vitória sobre o Nápoles, a 13 de março de 2014. No Dragão, Jackson Martínez marcou o golo que fez a diferença e pôs fim à série negativa. Na segunda mão, no Estádio Diego Armando Maradona (ainda San Paolo, naquela altura), um empate a duas bolas carimbou a passagem portista aos quartos de final da Europa League. Uma boa memória a envolver o adversário de amanhã, que pode servir de tónico ao FC Porto de Farioli.
Por outro lado, o histórico azul e branco contra emblemas italianos não favorece os dragões, que somam 12 vitórias, 13 empates e 18 derrotas em 48 confrontos oficiais. E não deixa de ser fortuito que o primeiro desses duelos tenha sido, precisamente, frente ao... Nápoles. Em outubro de 1974, o FC Porto perdeu por 1-0 em Itália, resultado que se repetiu nas Antas, duas semanas depois, e eliminou a equipa lusa da Taça UEFA. De resto, o último triunfo portista frente a um adversário transalpino data de fevereiro de 2022 — 2-1, frente à Lazio, com Sérgio Conceição ao leme. Desde então, foram três empates e três desaires, um de cada contra Inter, Lazio e Roma, os dois últimos em 2024/25.
Farioli: desaire de 2024 para vingar
Tal como o FC Porto, também Francesco Farioli procura alcançar a primeira vitória na Champions League, no caso do treinador em termos absolutos, uma vez que só esta época é que o italiano se estreou na prova milionária. O duelo com o Nápoles terá, naturalmente, significado especial para o homem do leme portista, que se prepara para defrontar uma equipa do país natal apenas pela segunda vez como técnico principal.
A primeira remonta a dezembro de 2024, era Farioli o timoneiro do Ajax. Na fase de liga da Europa League, o histórico de Amesterdão recebeu a Lazio na Johan Cruyff Arena. Nessa noite, porém, o transalpino que sorriu foi o que se sentou no banco da equipa romana: Marco Baroni. Os biancocelesti venceram por 3-1 nos Países Baixos, com o português Nuno Tavares a entrar no decorrer da segunda parte. Um mês antes, curiosamente, a Lazio já havia batido o FC Porto (2-1), no Olímpico de Roma. À segunda tentativa, Farioli procura equilibrar o saldo...