FC Porto: manter a defesa de betão no ataque ao bicampeonato
Há quem argumente que a equipa que não sofre golos está sempre mais perto de ganhar os seus jogos. É uma máxima que o FC Porto levou à risca na época passada, terminando o campeonato com o estatuto de defesa menos batida (18 golos sofridos), seguida pelas do Sporting (24) e do Benfica (25) — curiosamente, a mesma ordem ocupada na classificação final.
Uma das imagens de marca que Francesco Farioli imprimiu na sua primeira temporada ao serviço do FC Porto foi a de uma equipa sólida do ponto de vista defensivo, que não permite veleidades aos adversários e não se coíbe de baixar as linhas para procurar ferir o oponente no contragolpe. As contratações dos polacos Kiwior e Bednarek, aliadas à segurança de Diogo Costa entre os postes, conferiram ao clube uma coesão defensiva ímpar; poucos foram os adversários que conseguiram furar a muralha azul e branca no campeonato.
Essa solidez, contudo, não foi demonstrada nos jogos de pré-temporada realizados pelos campeões nacionais, que sofreram golos em todos eles. A situação gerou alguma apreensão nos adeptos e na própria equipa técnica. A coesão defensiva, que pareceu abalada na fase embrionária da temporada, estabilizou finalmente na Supertaça Cândido de Oliveira, diante do Torreense. Nessa final, Diogo Costa regressou e manteve a baliza a zeros frente ao vencedor da Taça de Portugal de 2026.
A probabilidade de o capitão dos azuis e brancos permanecer no Dragão é um garante de segurança, que se junta ao muro polaco composto por Bednarek e Kiwior. Também Alberto Costa e Martim Fernandes dão totais garantias no lado direito da defesa, tornando a lateral canhota o grande calcanhar de Aquiles da equipa. Apesar de ter duas soluções de raiz para o lugar, Zaidu e Francisco Moura, Francesco Farioli não esconde o desejo de recrutar um novo jogador que chegue ao plantel para assumir a titularidade indiscutível.
Lateral-esquerdo, precisa-se
Faltam quatro semanas para o fecho da janela de transferências de verão e a SAD, liderada por André Villas-Boas, tem o brasileiro Souza (atualmente ligado ao Tottenham) sinalizado, embora até ao momento não tenha avançado para as negociações decisivas com o emblema de Londres.
O FC Porto inicia domingo a sua longa caminhada na Liga portuguesa, para a qual parte com a forte ambição de conquistar o bicampeonato. A imagem de defesa de betão patenteada na época pretérita é para repetir, até porque Francesco Farioli já deu provas de ser um treinador bastante rígido nessa matéria, honrando a sua escola italiana.
A fasquia dos 18 golos sofridos em 2025/2026 está bastante alta, mas Diogo Costa, Bednarek, Kiwior, Nehuén Pérez, Prpic, Alberto Costa, Martim Fernandes e até o adaptado Pablo Rosario dão garantias de sucesso para um FC Porto defensivamente coeso.