Fórmula 1 aprova corridas mais curtas para 2027
A Comissão da Fórmula 1 deu luz verde a uma proposta para reduzir a distância dos Grandes Prémios em 15 quilómetros a partir da temporada de 2027, uma medida que acompanha as alterações previstas para as unidades motrizes.
A decisão, tomada durante uma reunião da Comissão da F1 em Londres, esta segunda-feira, estabelece que a distância padrão das corridas passará de 305 km para 290 km. A medida, que ainda aguarda a aprovação final do Conselho Mundial de Desporto Automóvel da FIA, visa reduzir os custos associados às modificações nos chassis, necessárias para acomodar a nova distribuição de potência dos motores.
Para 2027, já estava decidido um reequilíbrio da fórmula, com um aumento da potência do motor de combustão interna (ICE) e uma redução da energia fornecida pelos componentes elétricos. O objetivo é diminuir os níveis de superclipping e de recuperação de energia durante as corridas.
Assim, a potência do ICE subirá para 420 kW, enquanto a potência máxima do MGU-K será reduzida para 300 kW, exceto no modo de ultrapassagem, que se manterá nos 350 kW. Para alcançar este aumento de potência no motor de combustão, o fluxo de combustível foi incrementado em cinco por cento.
Em vez de aumentar a capacidade dos depósitos de combustível para acomodar o maior fluxo, a FIA e a FOM optaram por encurtar a distância das corridas. Esta solução minimiza o risco de os pilotos ficarem sem combustível perto do final. Na maioria dos circuitos, isto traduzir-se-á numa redução de aproximadamente três voltas.
Ainda não é claro se este formato mais curto se manterá em 2028, ano em que os regulamentos dos motores serão novamente revistos. Para essa temporada, prevê-se que a potência do ICE aumente para 450 kW, com um aumento total de 13 por cento no fluxo de combustível, o que exigirá um depósito de maior capacidade para criar uma divisão de 60/40 entre a potência de combustão e a elétrica.
A Comissão da F1 propôs também outras alterações, como a remoção da janela máxima de três horas para corridas interrompidas por bandeiras vermelhas. O limite de duas horas de corrida efetiva permanecerá, mas a janela de três horas será substituída por uma hora limite fixa para o final do evento, tendo em conta a luz natural. Segundo um comunicado da FIA, «estas alterações foram introduzidas para garantir que os espetadores tenham a melhor oportunidade possível de desfrutar de uma corrida completa em caso de interrupções».
O mesmo comunicado revela que os diretores de corrida da F1 terão mais poder para prolongar as sessões de treinos livres em caso de longos períodos de bandeira vermelha. Recorde-se que a terceira sessão de treinos livres do Grande Prémio de Espanha perdeu cerca de 30 minutos devido a incidentes com Lewis Hamilton, que necessitou de 25 minutos de reparações nas barreiras, e Ollie Bearman.
Adicionalmente, a homologação das caixas de velocidades será abolida em 2027, permitindo que os construtores continuem a desenvolver as suas transmissões na próxima temporada. O documento antecipa ainda outras pequenas alterações aos regulamentos técnicos para o próximo ano, bem como modificações não divulgadas aos regulamentos desportivos e financeiros para o ano corrente.