FC Porto: grupo de sócios «preocupado» com nomeação de João Pinheiro
Um grupo de sócios do FC Porto elaborou uma carta aberta antes do clássico entre os dragões e o Benfica, marcado para este domingo (18h00), no Estádio da Luz, manifestando «preocupação» com a nomeação do árbitro João Pinheiro para dirigir o encontro da 25.ª jornada da Liga.
«Joga-se muito mais do que três pontos. Joga-se a credibilidade do futebol português e o respeito por milhões de adeptos que querem ver o jogo decidido apenas dentro das quatro linhas. A nomeação de João Pinheiro para jogos deste nível levanta, inevitavelmente, preocupações entre muitos portistas. A memória do que aconteceu na Luz em 2023, com a expulsão de Fábio Cardoso aos 19 minutos da primeira parte — uma decisão que gerou enorme polémica e que condicionou o resultado final desse desafio — continua bem presente entre os adeptos do FC Porto», começam por referir os quase 50 signatários, entre eles Luís Barradas, Heleno Roseira e João Proença candidatos nas eleições de 2024 à presidência da Mesa da Assembleia Geral, à presidência do Conselho Fiscal e Disciplinar e a vice-presidente da Direção, respetivamente.
«Como todos vimos em Alvalade na terça-feira passada, não é aceitável que, em jogos desta dimensão, se repitam decisões que deixam dúvidas profundas e que acabam por marcar partidas que deviam ser decididas apenas pelo talento dos jogadores e pela competência das equipas. Há equipas que jogam apenas contra um adversário. O FC Porto por sistema, joga contra o adversário e contra um conceito peculiar chamado 'critério'», prossegue o grupo de associados portistas, receosos de que na Luz «valha tudo para tentarem» derrubar a equipa orientada por Francesco Farioli.
«Quando o FC Porto denuncia é pressão, mentira e cobardia, quando são os outros é exigência a bem da transparência e verdade do futebol português. Mas os adeptos do FC Porto não pedem privilégios. Pedem apenas algo simples: equidade, isenção e coragem para a equipa da arbitragem e do videoárbitro. (...) Que no domingo o protagonista seja o jogo — e não mais uma decisão de arbitragem que ficará para sempre associada ao resultado, pois receamos que na Luz valha tudo para tentarem derrubar-nos», remata a carta aberta.
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