FC Porto: esteve afastado por lesão, mas soltou notas altas no regresso
Francisco Moura voltou à ação no encontro europeu diante do Viktoria Plzen, regressando à competição após recuperar de uma lesão muscular no adutor esquerdo, sofrida frente ao Santa Clara, no passado dia 4. O lateral-esquerdo do FC Porto falhou o duelo com o Benfica e não saiu do banco na jornada seguinte, no triunfo por 1-0 sobre o Vitória de Guimarães, partida decidida nos instantes finais com o penálti convertido por Alan Varela. Em Plzen, o lateral voltou finalmente ao relvado, lançado por Francesco Farioli aos 56 minutos, quando os dragões já jogavam em superioridade numérica e procuravam reagir ao golo precoce de Lukas Cerv, aos seis minutos.
Com a entrada de Francisco Moura, a equipa ganhou renovada profundidade pelo corredor esquerdo. O lateral imprimiu velocidade, procurou ligações interiores e deu largura ao ataque portista, contribuindo diretamente para o crescimento ofensivo da equipa. Os números ajudam a explicar esse impacto: o esquerdino fechou o jogo com 0.38 de assistências esperadas (xA), uma grande oportunidade criada e um passe-chave, confirmando a sua influência no último terço.
Foi também autor de um cruzamento certo em várias tentativas e mostrou enorme eficácia na circulação de bola — completou 12 em 14 passes (86%), sendo que no meio-campo adversário manteve 83% de acerto (10/12) e no seu meio-campo foi irrepreensível (2/2). Do ponto de vista defensivo, Moura teve uma contribuição mais discreta por via do recuo do adversário, com uma recuperação de bola e um alívio. Ainda atirou a bola para o fundo da baliza do Viktoria Plzen, mas o golo foi anulado por mão de Samu.
No cômputo geral, o regresso foi animador e mostrou que o lateral está pronto para voltar a disputar o lugar. Esta época, soma 23 jogos, com dois golos e duas assistências, números que, embora distantes da sua melhor temporada — 2024/25, quando registou 11 assistências e quatro golos em 42 aparições—, traduzem consistência.
O regresso de Moura traz novas opções a Farioli, que volta a ter um lateral de raiz num setor marcado pelas adaptações. Frente ao Benfica, na Taça, o técnico italiano optou por Kiwior na esquerda, promovendo a parceria central entre o polaco, Thiago Silva e Bednarek, uma solução abandonada diante do V. Guimarães, quando Bednarek, em regime de poupança depois de dar alerta físico no clássico, ficou no banco e Martim Fernandes ocupou o flanco canhoto.
Agora, com Moura plenamente disponível, Farioli ganha margem para decidir. Resta saber se, frente ao Gil Vicente, devolverá ao camisola 74 a titularidade num corredor que, com ele, respira intensidade e profundidade.
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