«Faltou-nos alguma inspiração», admite Rui Borges
— Que análise faz a este jogo com o Nacional?
— Jogo difícil, estes jogos depois de Champions são sempre difíceis. Jogámos contra uma boa equipa. Independentemente de nos ter faltado alguma inspiração, o Nacional, tirando o golo e uma escorregadela [de um jogador do Sporting antes de grande chance do Nacional] na primeira parte, em que poderia ter feito o 1-0... Na segunda parte tiveram dois remates, mas foi sempre uma equipa muito bem organizada, a equipa mais bem organizada que esteve aqui em Alvalade. Deu-nos espaços que deveríamos ter explorado mais, mas fomos algo lentos na construção. A vontade e a crença existe sempre nesta equipa, acreditámos até ao fim e criámos algumas oportunidades que não finalizámos da melhor forma. Mas, por tudo o que fizemos, é um resultado justo.
— Dois habituais titulares, Trincão e Hjulmand, não começaram no onze e o dinamarquês nem sequer foi convocado. Porquê?
— Por decisão nossa, optámos por deixar o Morten [Hjulmand] fora da convocatória, para protegê-lo de alguma forma. É um não assunto. Jogará na quinta-feira contra o Aves SAD [quartos de final da Taça de Portugal], será titular. Foi uma decisão de todos de acordo com motivos pessoais. Já o Trincão teve queixas na reta final do jogo de Bilbau e foi gerido. Mas a equipa correspondeu mesmo com estas ausências.
— Pedro Gonçalves e Luis Suárez não jogariam com o FC Porto se vissem amarelos, mas foram utilizados e marcaram. Sentiu um alívio?
— Alívio foi ganhar, o jogo mais importante era este com o Nacional, não o do Dragão [próxima jornada]. Agora, vem o Aves SAD, que pode garantir-nos as meias-finais [da Taça der Portugal]. Nem pensei nisso dos amarelos, se calhar eles, indiretamente, protegeram-se nalguns lances.
— Com responsabilidade. Um jogo para as meias-finais de uma prova que conquistámos e queremos voltar a ganhar. No Dragão, não sendo um jogo decisivo, é importante.