Fábio Silva, avançado do Borussia Dortmund
Fábio Silva, avançado do Borussia Dortmund - Foto: IMAGO

Fábio Silva e a época no Dortmund: «Estou a fazer um bom trabalho»

Avançado português faz um balanço positivo dos primeiros tempos na Alemanha e reitera ambição de regressar à Seleção

Em época de estreia na Bundesliga, com a camisola do Borussia Dortmund, Fábio Silva faz um balanço positivo da experiência em solo germânico. Em entrevista à Sky Sports alemã, o ponta de lança português fala sobre a aventura no novo clube e a adaptação a uma nova realidade, depois de já ter jogado em Espanha (Las Palmas), Inglaterra (Wolverhampton), Países Baixos (PSV), Bélgica (Anderlecht) e Escócia (Rangers).

«Sinto-me bem. Acho que estou a fazer um bom trabalho. Claro que as pessoas olham muito para os números — hoje o futebol é tudo sobre números, já não tanto para o rendimento ou a forma como se joga. Não gosto muito disso, porque acredito que o futebol é muito mais do que isso. Mas nos jogos em que estive no onze inicial tive bons números e as pessoas veem o que posso dar à equipa. Tento sempre usar a minha energia, marcar golos, fazer assistências e ajudar os colegas tanto no trabalho ofensivo como defensivo. Todos os adeptos e todos no clube podem ver isso», frisou o avançado de 23 anos, que soma dois golos em 32 encontros pelo Dortmund.

«Fico feliz porque no início não foi fácil, por causa da minha lesão e da operação, mas continuo a lutar, a trabalhar com os rapazes no ginásio para estar na melhor forma, e acho que toda a gente consegue ver o que posso dar — a eles e ao clube», prosseguiu.

Quanto às aspirações de voltar a ser convocado para a Seleção, sublinhou: «Em Portugal temos muitos bons jogadores com muita qualidade. É difícil para o selecionador decidir quais os jogadores a convocar. Tenho de aceitar isso e fazer as coisas que posso controlar — que é o dia a dia que tenho aqui no Dortmund. Estou muito feliz neste clube, que confia em mim e que me quis cá ter. Tenho ambição e quero estar na seleção nacional, mas o que posso controlar é o meu treino diário aqui, para melhorar e render nos jogos. As coisas acontecem mais cedo ou mais tarde por si mesmas.»

O atacante luso abordou ainda o que distingue o Dortmund dos restantes clubes onde jogou: «Os adeptos. Os adeptos são o clube. Se tirares os adeptos, o clube já não é o mesmo. Aqui sentes isso cada vez mais a cada jogo. Quando entras a aquecer e já vês a muralha amarela, toda a gente a cantar — é uma loucura e é incrível. Sempre vi isso na televisão e agora tenho a oportunidade de jogar para eles. Os adeptos são o melhor do clube.»