Expulsão correta? Pedro Henriques analisa duelo entre Benfica e Gil Vicente
1. No primeiro golo dos encarnados, Zé Carlos aliviou a bola, esta bateu em Samuel Dahl, nas partes baixas, mas em nenhum momento houve toque na mão ou braço do defesa sueco dos encarnados.
Antes do corte com a mão na área dos gilistas, que seria motivo para pontapé de penálti, a favor dos encarnados, houve uma posição irregular, de fora de jogo, que anulou obviamente a questão do penálti, na ocasião quando Dahl passou para Lukebakio. Bem o assistente.
40. No segundo golo dos encarnados, marcado por Sudakov, no interior da área dos gilistas não há qualquer infração para penálti sobre Andreas Schjelderup. Tudo legal.
45. O árbitro não deu tempo adicional, recuperação de tempo perdido, no final do primeiro tempo, mas com dois golos e respetivas comemorações deveria pelo menos ter dado um minuto. Lei 7 (A duração do jogo), página 93, Recuperação de tempo perdido, diz «… cada parte deve ser prolongada para recuperar o tempo de jogo perdido ocasionado por; Celebração de Golos …»
54. No terceiro golo dos encarnados, marcado por Dodi Lukebakio, não há nenhuma infração à lei do fora de jogo, por dois motivos: por um lado porque a bola veio de um adversário e depois porque o avançado belga tinha dois adversários entre ele e a linha de baliza.
Faltou mostrar cartão a amarelo a El Karouani. Sem interesse em jogar a bola e com esta bem longe do local, movimentou-se para obstruir a passagem de Agustín M, com o intuito de o tirar da jogada. Falta antidesportiva que era passível de advertência.
João Palhinha, por trás, e para impedir uma transição ofensiva por parte de Zé Carlos, acaba por com a sua mão esquerda agarrar e puxar o ombro do médio gilista, uma falta tática e antidesportiva bem sancionada disciplinarmente.
Fredrik Aursnes foi corretamente advertido por com a sua mão esquerda agarrar e puxar o ombro esquerdo de Agustín Moreira, cortando assim uma saída em contra-ataque, cartão amarelo bem mostrado ao medio norueguês por falta tática.
O quarto golo dos encarnados foi legal e sem motivo para infração ao nível do fora de jogo, pois no momento do passe de Rafa Silva para Jhon Durán, este estava em linha com o penúltimo adversário que na ocasião era Esgaio. VAR confirmou a boa decisão em campo.
83. Lei 12 (faltas e incorreções), página 124, impedir um golo ou anular uma clara oportunidade de golo (COG), determina que, para um jogador ser sancionado, tem de se verificar quatro fatores, para que o infrator possa ser expulso, cartão vermelho direto; 1. Direção geral da jogada, Rafa ia na direção da baliza, 2. Possibilidade de manter ou controlar a bola, o esférico estava na frente de Rafa que o ia controlar caso não sofresse a falta, 3. Posição e número de defensores e atacantes, não há nenhum jogador do Gil que pudesse ir interferir ou disputar o lance com Rafa (aqui são sempre considerados todos os outros jogadores que não o que faz a falta), e finalmente 4. Distância.Em posição central e com a velocidade a que ia, e sem ninguém por perto que pudesse interferir, a distância que faltava percorrer deixaria sempre o jogador encarnado sozinho e isolado.
São as iniciais de clara oportunidade de golo.Quando um jogador a anula, através de infração, é passível de expulsão e para tal acontecer é preciso que quatro fatores se verifiquem e foi o que aconteceu na falta de Espigares sobre Rafa. Bem o Vermelho direto.
90. O árbitro deu dois minutos de tempo adicional, que foi escasso, em função das incidências que ocorreram no segundo tempo, embora neste caso se compreenda. Tratando-se de um jogo a eliminar, com o mesmo já resolvido, não dar o tempo adicional correto enquadra-se de certa forma numa questão de bom senso. De qualquer forma, no segundo tempo tivemos três golos, dois cartões amarelos e um vermelho e ainda cinco paragens para substituições onde entraram oito jogadores.