Ex-médio do Barcelona revela: Messi fazia café para Ronaldinho
O antigo médio do Barcelona, Andrea Orlandi, partilhou recentemente uma perspetiva fascinante sobre a dinâmica do balneário entre um Lionel Messi adolescente e o superastro brasileiro Ronaldinho Gaúcho.
Orlandi, que esteve no clube catalão de 2005 a 2007, com 67 jogos pela equipa B do Barcelona e uma aparição na equipa principal, testemunhou em primeira mão como o lendário criativo mantinha o prodigioso argentino com os pés na terra.
Ao falar no podcast HProject, Orlandi narrou a sua experiência direta da dinâmica da dupla que definiu o Barcelona desde a viragem do milénio.
«O Ronaldinho pedia ao Messi para lhe fazer café», garantiu Orlandi. «Ele dizia: 'Bem, quantas Copas do Mundo já jogaste, miúdo?'. Apenas a brincar. E ele preparava-lhe o café! Mas era uma forma de o ter por perto, de lhe dar carinho. Era como mantê-lo calmo, como se dissesse, 'Ainda não és o Ronaldinho'.»
Orlandi enfatizou que esta rotina nasceu do respeito mútuo: «Havia ali uma ligação que, no final, quando dois jogadores se entendem e veem que estão num nível semelhante, digamos que o mestre tenta guiar o jovem e havia algum carinho.»
Ronaldinho a passar o testemunho a Messi
A relação mentor-aprendiz traduziu-se em química em campo. Ronaldinho deu a assistência delicada e picada para o primeiro golo de Messi na equipa principal do Barcelona contra o Albacete, a 1 de maio de 2005.
O ícone brasileiro, que liderou os blaugrana a dois títulos da LaLiga e à conquista da UEFA Champions League de 2006, elogiou consistentemente o antigo colega de equipa, afirmando frequentemente que sempre soube que Messi se tornaria o melhor.
Messi, por sua vez, também sempre falou muito bem da influência de Ronaldinho no início da carreira, creditando ao brasileiro a facilidade da sua transição para o balneário principal do Barcelona.
O símbolo máximo deste afeto ocorreu antes da temporada 2008/09; enquanto Ronaldinho se preparava para deixar o Camp Nou rumo ao Milan, pediu a Messi que herdasse a sua icónica camisola número 10, passando efetivamente o testemunho ao homem que viria a conquistar oito Bolas de Ouro e a guiar o Barcelona a mais três títulos da Liga dos Campeões.