Ex-jogadores de rugby condenados a até 14 anos de prisão por violação coletiva
A Justiça francesa confirmou as penas de prisão até 14 anos para três ex-jogadores de rugby, condenados pela violação coletiva de uma mulher em 2017. A decisão foi anunciada este sábado de madrugada pelo juiz presidente do Tribunal de Assize de Charente, em Angoulême, após cinco horas de deliberação.
«Foram condenados à mesma pena do primeiro julgamento. O tribunal e o júri tiveram em conta a gravidade dos atos, as circunstâncias que os envolveram e a ausência de qualquer alteração significativa de comportamento em comparação com a decisão anterior», declarou o juiz.
O francês Loick Jammes e o irlandês Denis Coulson foram sentenciados a 14 anos de prisão, enquanto o neozelandês Rory Grice recebeu uma pena de 12 anos.
Os factos remontam a 11 de março de 2017, em Bordéus. Após uma derrota da sua equipa, o Grenoble, frente ao Union Bordeaux-Bègles, os três jogadores, na altura com idades entre os 22 e os 27 anos, violaram uma estudante de 20 anos que se encontrava extremamente alcoolizada.
Na manhã seguinte, a jovem foi encontrada a sair em lágrimas de um hotel em Mérignac, onde a equipa estava hospedada. Na sua queixa, a vítima, que entretanto se tornou magistrada, relatou ter acompanhado alguns jogadores a um clube noturno, mas não se recordava dos acontecimentos posteriores. Afirmou ter acordado nua num quarto, rodeada por vários homens, com uma muleta inserida na sua vagina.
Durante o processo, os arguidos mantiveram a sua versão de que a relação sexual foi consentida, apoiando-se num vídeo gravado por um deles, e permaneceram imóveis enquanto ouviam a sentença.
Outros dois jogadores envolvidos no caso, o irlandês Chris Farrell e o neozelandês Dylan Hayes, que testemunharam os acontecimentos sem intervir, não recorreram das suas sentenças iniciais — o primeiro foi condenado a quatro anos de prisão, com dois de pena suspensa, e o segundo a dois anos de pena suspensa.