Isaac Nader. Foto FPAtletismo
Isaac Nader atravessa um excelente momento (Foto FPAtletismo)

Europeus de Atletismo: Isaac Nader e Pedro Buaró garantem finais

Portugal fora das finais das estafetas 4x400 metros

Isaac Nader confirmou a presença na final dos 1.500 metros dos Europeus de Atletismo que estão a ser disputados na cidade inglesa de Birmingham.

O atleta português, campeão mundial, foi segundo classificado na primeira série, que concluiu em 03.35,67 minutos.

José Carlos Pinto e Nuno Pereira ficaram arredados da corrida decisiva, com o sétimo e 13.º lugares na segunda série, em 03.42,11 e 03.43,74, respetivamente.

Só os seis primeiros de cada série garantiam a final marcada para as 21h07 de sábado.

«A primeira volta foi mais rápida do que eu pensava, mas, depois, parou um bocadinho e acho que foi um ritmo fácil. Consegui resguardar-me do vento, que, estranhamente, senti na pista toda e, apesar de fechado, nos últimos 200 metros abri um bocadinho e acelerei. Fui segundo, mas também não valia a pena forçar mais», explicou Isaac Nader, que só ficou atrás do inglês Jake Wightman (03.41,57 minutos).

«O que importa é amanhã [no sábado]. Hoje era para desgastar o menos possível e controlar. Eu prometo sempre que vou dar o meu melhor, que é o que posso controlar. Se não ganhar, é o desporto. Tenho conseguido, nos treinos, fazer coisas interessantes, mas correr é correr», acrescentou o recordista nacional dos 1.500 metros - e também dos 800 metros -, que sente estar no pico de forma.

«Acho que, neste momento, estou a valer o recorde nacional. Sinto-me na minha melhor forma de sempre, mas não sei se serve para ganhar ou não, porque aqui são os campeonatos, há vários fatores e vamos ser 12 a querer uma medalha. Eu não sou diferente e vou lutar ao máximo por isso», sustentou o algarvio, citado pela agência Lusa.

O melhor resultado português nos 1.500 metros pertence a Rui Silva, que conquistou a medalha de prata em Budapeste1998.

Também garantido na final está Pedro Buaró, mas no salto com vara. O português saltou 5,60 metros à segunda tentativa, igualando a melhor marca nacional de sempre em Europeus, traçada por Edi Maia em Zurique2014, quando ficou em oitavo lugar.

«Estou superfeliz, é a minha primeira final. Tive ali alguns problemas com a corrida, pelos bons motivos, porque estava mais rápido do que o normal, as varas estavam a ficar fraquinhas, mas pronto, conseguimos resolver e estamos na final, que é o mais importante», afirmou o atleta de 25 anos, que começou com um salto nulo.

O madeirense melhorou o seu recorde nacional no mês passado, para 5,85 metros, três centímetros acima da anterior melhor marca, que já lhe pertencia desde 2024.

«Graças a Deus tem sido uma boa época, na verdade, treinámos bastante e acho que estou melhor psicologicamente, penso que foi isso que mudou, principalmente. Por isso, estou a fazer uma época mais consistente e estou a voar alto», afirmou.

Na final de domingo (a partir das 19:30), Buaró vai enfrentar o sueco Armand Duplantis, que em março fixou em 6,31 metros o recorde do mundo, mas também o grego Emmanouil Karalis.

«É sempre motivador competir com atletas daquele nível, que estávamos acostumados a ver na televisão, nos Jogos Olímpicos, nos Mundiais, e isso também é importante para nós, porque nos sentimos a crescer. Futuramente, espero lutar por uma medalha com eles», analisou.

Portugal ficou fora das finais das estafetas 4x400 metros, com o 12.º lugar nas eliminatórias no masculino e o 14.º no feminino.

O quarteto composto por Pedro Afonso, Ericsson Tavares, João Coelho e Omar Elkhatib não foi além do sétimo lugar na primeira série, com o tempo de 03.02,84 minutos, quase três segundos acima do recorde nacional (02.59,01).

No feminino a seleção portuguesa conseguiu o melhor registo do ano, com o tempo de 03.31,24 minutos, insuficiente para avançar para a corrida decisiva, assegurada, em último, pela Polónia, em 03.26,92.

Fatoumata Diallo, que conquistou a medalha de bronze nos 400 barreiras, encerrou a estafeta nacional, que contou ainda com Carina Vanessa, Sofia Lavreshina e Clara Martinha, terminando no sétimo lugar da segunda série, vencida pelos Países Baixos (03.25,00).

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