11 filhos, 7 mulheres e 160 milhões perdidos: a vida 'louca' de Roberto Carlos
O antigo internacional brasileiro Roberto Carlos revelou ter perdido a totalidade dos ganhos acumulados ao longo da sua carreira desportiva, uma fortuna estimada em cerca de 160 milhões de euros. Aos 53 anos, o antigo lateral-esquerdo confessou ter ficado sem dinheiro na sequência de manobras de falsos amigos, agentes desonestos e familiares, que lhe esvaziaram por completo as contas bancárias.
A revelação feita durante o Portugal Football Summit surge depois de, no início de 2025, terem circulado notícias que davam conta de que o brasileiro, durante o processo de separação da segunda mulher e sem teto definido, teria pedido um quarto no centro de estágio do Real Madrid para pernoitar. Apesar de ter desmentido veementemente essa informação na altura, o antigo craque veio agora confirmar o colapso financeiro que enfrenta.
O percurso de vida de Roberto Carlos sempre foi pautado por números fora do normal. Fora dos relvados, assumiu a paternidade de 11 filhos reconhecidos com sete mulheres, tendo contraído matrimónio por duas ocasiões. No futebol, acumulou 25 troféus ao longo de uma carreira profissional que durou 24 anos e terminou apenas aos 42, passando por oito clubes como jogador e cinco equipas enquanto treinador, sem o mesmo sucesso no banco.
Entre os momentos mais altos do seu palmarés constam a conquista do Mundial pelo Brasil, em 2002, e três títulos da Liga dos Campeões ao serviço do Real Madrid, clube onde alinhou durante 11 anos depois de Fabio Capello ter pedido a sua contratação. Com 527 jogos disputados pelos merengues, tornou-se o futebolista nascido fora de Espanha com mais partidas pelo emblema madrileno.
Pela seleção canarinha, Roberto Carlos somou 125 internacionalizações — apenas superado por Cafu —, marcou presença nos Mundiais de 1998, 2002 e 2006, e chorou a ausência em 1994, quando o selecionador preferiu levar Branco. Ficou também imortalizado pelo golo de livre a 137 km/h no particular entre França e Brasil, em Lyon (1997), batido com três dedos do pé esquerdo contra a válvula da bola.
O poder do pé esquerdo de Roberto Carlos continua a desafiar a lógica e a ciência. Anos após o célebre livre, uma equipa de físicos franceses procurou decifrar a trajetória e a força daquele remate através da análise de variáveis como a potência, a gravidade, a resistência do ar e a dinâmica dos projéteis. No entanto, a ciência acabou por capitular perante a evidência, deixando por desvendar o segredo de um disparo formidável.