O capitão Rui Silva foi sempre um líder dentro de campo. IMAGO
O capitão Rui Silva foi sempre um líder dentro de campo. IMAGO

Euro 2026: balde de água fria e Portugal empata com a Macedónia

A Seleção Nacional não conseguiu somar novo triunfo na segunda jornada do Europeu e tem de voltar à velha calculadora!

A seleção portuguesa empatou hoje com a Macedónia do Norte, 29-29, na segunda jornada do Grupo B do Europeu de andebol, uma enorme desilusão para as ambições lusas que sonhavam carimbar já o lugar no main round.

Com este desfecho é preciso esperar para já pelo resultado do encontro da Dinamarca, tetracampeã mundial, com a Roménia, mas não restam muitas dúvidas de que será preciso comprar pilhas e ir à gaveta buscar a velha e maldita calculadora.

Portugal adiou para a última jornada a hipótese de se apurar para a ronda principal e o destino luso está nas mãos do resultado com a implacável Dinamarca, terça-feira, às 19h45, no qual a Seleção já vai entrar sabendo qual a margem de erro que tem, pois será após o encontro entre macedónios e romenos.

Para as contas, a equipa lusa conta com uma vantagem confortável, à partida, mesmo em caso de derrota, uma vez que Macedónia foi derrotada pelos anfitriões por 12 golos (36-24) e os Heróis do Mar têm um saldo positivo de seis, após o triunfo frente à Roménia (40-34). Ou seja, uma almofada de 18 golos.

Portugal não entrou bem no jogo, tal como tinha acontecido com a Roménia, (4-2), mas conseguiu reequilibrar o encontro, muito graças ao capitão Rui Silva e ao guarda-redes Capdeville. Lazarov foi aos livros buscar uma defesa à moda antiga, mostrou uma equipa muito agressiva defensivamente e os jogadores nacionais nunca se conseguiram adaptar, cometendo sucessivas falhas técnicas e sofrendo vários golos de contra-ataque.

Ainda assim, Portugal chegou ao intervalo na frente (13-15), mas sem nunca mostrar consistência ou dominar o rumo que a partida estava a levar.

Depois do intervalo, Portugal entrou disposto a alterar a toada do jogo, apostou em jogar sem guarda-redes e até conseguiu chegar aos 17-22 com José Luís Ferreira a marcar o seu primeiro golo, tinham passado 10 minutos.

Paulo Pereira pediu time out, ciente de que a exibição da equipa ainda não convencia. Sem contar com a explosão de Martim Costa, completamente apertado pelos adversários, e com Kiko Costa a conseguir, a espaços, encontrar forma de marcar, mas remetido, sobretudo, para o papel secundário de marcador de livre de sete metros (7 em 11 golos), a ameaça era permanente.

Parecia, pois o técnico que estava a adivinhar. A Macedónia não desistiu, aproveitou todas as oportunidades para se aproximar e explorar as debilidades no ataque de Portugal que voltaram a tornar-se demasiado visíveis.

O selecionador mandou regressar Capdeville à baliza, mas foi Tomovski a brilhar, quando a, a 8 minutos do fim (24-26) mostrou que a Macedónia tinha a lição bem estudada e defendeu um remate de Salvador Salvador que permitiu aos macedónios reduzirem para a diferença mínima.

Estava lançado o jogo, Iturriza foi excluído e o empate era uma questão de tempo. Aconteceu logo após mais um remate falhado. Em contagem decrescente (27-28), a exclusão discutível de Luís Frade não ajudou, mas o trabalho há muito que deveria estar feito.

Com um minuto para jogar, Paulo Pereira pediu time out (29-29). Preparou o ataque final, mas, mais uma vez, a Seleção falhou - dois ataques aos seis metros durante uns intermináveis 60 segundos - repetindo os erros que acumulou numa partida que podia ter determinado o já o próximo passo neste Europeu.