Jonas Vingegaard é o segundo classificado do Tour 2026, a 2.42 minutos do líder Tadej Pogacar

Jonas Vingegaard faz revelação bombástica em pleno Tour

O dinamarquês revelou que não estava a suportar a pressão das exigências da competição e esteve prestes a abandonar a carreira. Mas adiantou que após um acordo com a direção da equipa, foi alcançado um compromisso que o fez prosseguir

Jonas Vingegaard revelou que ponderou retirar-se do ciclismo no ano passado devido às elevadas exigências da competição ao mais alto nível. No entanto, após conversas com a direção da Visma-Lease a Bike, foi alcançado um compromisso que lhe concedeu maior controlo sobre o calendário de corridas e estágios.

Em declarações à emissora dinamarquesa TV2, o ciclista admitiu a insatisfação que sentia. «Disse no ano passado que, se as coisas continuassem assim, eu não poderia mais fazer parte disto», afirmou Vingegaard. «Foi também por isso que mudámos algumas coisas. Acho que a equipa percebeu a situação e notou que eu não estava feliz no ano passado. Aceitaram que tínhamos de mudar algo, e foi o que fizemos.»

Apesar de um 2025 de sucesso, com a vitória na Vuelta a España e o segundo lugar no Tour de França, Vingegaard implementou várias alterações para a nova temporada. A mais significativa foi a adição do Giro d'Italia ao seu programa, o que lhe permitiu completar a coleção de vitórias nas três Grandes Voltas ao chegar a Roma com a camisola rosa em maio.

O ciclista dinamarquês defende uma abordagem mais personalizada no desporto. «Penso que, em geral, se deve olhar mais individualmente para o que melhor se adequa a cada ciclista», explicou. «Para que o ciclismo se torne novamente um desporto sustentável, talvez o caminho a seguir seja criar programas individuais para todos os ciclistas. Se é difícil estar ausente por tanto tempo, então é preciso fazer algo diferente, e foi isso que fizemos para mim este ano.»

Vingegaard reconheceu o desgaste físico e mental de ser um candidato às grandes Voltas, destacando as exigências alimentares como um problema particular. «Temos de pensar sempre no nosso peso e estamos sempre a treinar», disse. «Exige-se muito de nós.»

O vencedor do Tour em 2022 e 2023 sublinhou que alcançou um melhor equilíbrio em 2026, mas admitiu que ainda há caminho a percorrer. «Estou muito mais feliz por ser ciclista», confessou. «Demos um passo na direção certa, mas é claro que é apenas um passo.»

Vingegaard ocupa o segundo lugar na geral do Tour, a 2 minutos e 42 segundos de Tadej Pogacar, após a vitória esmagadora do esloveno na sexta etapa, em Gavarnie-Gèdre.

Apesar do domínio de Pogacar, que tem estado a um nível superior, Vingegaard recusa a ideia de que a Volta a França já esteja decidida. «Pode ser que muitas pessoas pensem assim, mas eu não», declarou. «Já estive em desvantagem no Tour de France e acabei por vencê-lo, e ainda acredito que é possível. Tenciono lutar por isso até Paris.»

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