Voltar a ouvir o hino e ter noção da enorme diferença (crónica)
Dois anos sem a Liga dos Campeões é muito tempo. Dois anos sem ouvir aquele hino que deixou Diogo Costa a sorrir na entrada das equipas, desfrutando do momento como um menino, é ainda mais tempo para uma equipa à porta do top-10 dos participantes mais recorrentes da maior competição de clubes do mundo.
E dificilmente havia adversário pior para defrontar sem Bednarek (ausente por castigo) e Froholdt (a recuperar da concussão cerebral sofrida diante do Moreirense). Para os seus lugares no onze entraram Nehuén Pérez, sem surpresa já que se trata do terceiro central na hierarquia, e Alan Varela, conforme A BOLA tinha adiantado ontem. Pablo Rosario pôde assim entregar a missão 6 e assumir a difícil tarefa 8, sempre com atenção especial na marcação a Enzo Fernández.
No entanto, mesmo mudando as peças, sobrepôs-se o estilo de Francesco Farioli: o FC Porto entrou sem medo de fazer pressão alta, por vezes até Donnarumma, ou de juntar muito a equipa quando era preciso defender - também seguindo os mandamentos do técnico italiano. O primeiro remate perigoso surgiu pelos pés de Gabri Veiga, aos 15’, na sequência de uma boa saída dos dragões desde a baliza de Diogo Costa, mas o lance foi invalidado, por fora de jogo (o primeiro de muitos...) de Pepê.
Quando os erros aconteciam, o conjunto de Farioli reagia bem à perda da bola e conseguia rapidamente ter superioridade no meio-campo defensivo. Só que do outro lado estava mesmo o Manchester City, o que normalmente significa que jogadores deste calibre vão sempre encontrar espaço, por muito que os outros se preparem para os fechar. Kiwior é Kiwior, mas Haaland é Haaland, e isso é normalmente uma péssima notícia para todos os que não torcem pela sua equipa. E por isso lá ia aparecendo o gigante norueguês: primeiro de cabeça, depois com o pé.
Só que do outro lado estava Diogo Costa, o tal que admite fazer toda a carreira no Dragão, o tal que não está entre os nomeados para a Bola de Ouro na sua posição (!!!), o tal que ano após ano se fala que pode sair para um tubarão europeu que precise de um guarda-redes de topo, o tal que vale muitos pontos, o tal - ponto.
Enquanto quase todos os lances de ataque do FC Porto terminavam em fora de jogo (foram 7 até ao fim da partida), a primeira parte acabou com muita polémica e confusão, devido a um lance entre Guéhi e Gabri Veiga. Os assobios que até então eram mais dirigidos aos ex-rivais Rúben Dias, Matheus Nunes e Enzo Fernández passaram a ser para o árbitro.
O HAALAND DO COSTUME
Também dificilmente havia pior maneira de começar a segunda parte do que perder a bola, esquecer a organização e colocação e deixar Haaland cabecear no ar. Desta vez nem com o Super-Homem na baliza daria para evitar o golo do Man. City.
Enzo meteu na cabeça de Haaland para o primeiro da noite 🫠#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #FCPorto #ManchesterCity pic.twitter.com/zzT1AOzemy
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Reagiram bem os dragões à desvantagem, começando a aparecer mais perto da área adversária e a rematar, o que costuma ser um bom princípio para marcar golos, mas faltou muito enquadramento com a baliza e até alguma classe. Farioli ainda foi à profundidade do plantel tentar encontrar soluções, mas os visitantes, com dinheiro para ter mais do que uma equipa de luxo, criaram sempre mais perigo no último terço até ao bis de Haaland.
59 golos em 59 jogos na UEFA Champions League para Erling Haaland 🤷♂️
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Bis do norueguês fechou as contas do jogo no Dragão 🇳🇴#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #FCPorto #ManchesterCity pic.twitter.com/p8EZ2z4Y4x
O FC Porto está de volta à Champions - e isso significa também começar a ter noção da diferença que há para cima.