Reportagem de João Pimpim e André Carvalho em Miami

Eles não sabiam que Portugal tinha um escocês: «Não me diga que é o Cristiano Ronaldo?»

A mítica e soalheira Ocean Drive, em Miami Beach, rendeu-se à animação dos adeptos da Escócia, que ficaram em choque ao descobrir o segredo mais bem guardado do laboratório das quinas…

MIAMI — Há marcas difíceis de apagar no futebol e as saias tradicionais (kilts), as imperiais na mão e a bandeira azul com a cruz de Santo André não deixam margem para dúvidas nas areias e esplanadas de Miami Beach. A comunidade escocesa viajou em peso para apoiar a sua seleção neste Mundial 2026, transformando a famosa Ocean Drive num autêntico festival de sotaque britânico e cantorias à beira-mar. 

Contudo, entre cânticos nostálgicos e piadas fáceis, nenhum deles imaginava que partilha uma ligação direta com a comitiva de Portugal.

Abordados pela reportagem de A BOLA, um grupo de adeptos reagiu com uma mistura de incredulidade e humor quando confrontado com a premissa de que a Seleção Nacional contava com sangue escocês na estrutura técnica. «Não me diga que é o Cristiano Ronaldo? Afinal ele é de Edimburgo?», atirou um deles, soltando uma enorme gargalhada que contagiou os restantes companheiros.

A revelação do nome de Austin MacPhee — o reputado especialista em bolas paradas que integra a equipa de Roberto Martínez e que concilia as funções com o Aston Villa — desfez o mistério e mudou o tom da conversa para uma admiração genuína. «Estão a falar a sério? O MacPhee está com Portugal? Bem, então fiquem a saber que estão muito bem entregues», comentou outro adepto, já mais recomposto, elogiando a reputação do técnico de 46 anos, que recentemente celebrou a conquista da Liga Europa.

Miami Beach é o epicentro da festa do Mundial 2026 e aguarda a chegada dos adeptos portugueses - Foto: MIGUEL NUNES
Miami Beach é o epicentro da festa do Mundial 2026 e aguarda a chegada dos adeptos portugueses - Foto: MIGUEL NUNES

O choque cultural deu rapidamente lugar ao orgulho patriótico, com os adeptos a assumirem que as bolas paradas de Portugal estão agora sob forte influência das Terras Altas. Entre brindes improvisados sob o sol da Florida, o grupo despediu-se com um aviso bem-humorado à concorrência e um desejo sincero de sucesso: «Se começarem a marcar golos de canto em todos os jogos, já sabem a quem têm de agradecer! Boa sorte para Portugal

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