Doku em nome do pai... Haaland em nome da esperança
Não foi exibição de sonho. Chegou a haver momentos de descrença na bancada. Mas o Manchester City cumpriu a sua obrigação e bateu o Brentford por 3-0 e agora só espera que no dérbi de Londres o West Ham trave o Arsenal e dessa forma volte a equipa de Pep Guardiola a ficar em boa posição na corrida pela título. Doku, Haaland e Marmoush deixam o líder muito pressionado.
O Brentford entrou com pressão alta, procurando condicionar a saída do Manchester City, que ia atacando quase sempre pela esquerda, chamando Doku a ser figura principal.
O Manchester City foi no início do jogo equipa muito intranquila e só aos 19 minutos rematou à baliza pela primaria vez, mas o disparo de Bernardo Silva saiu muito ao lado. No lance seguinte, Doku teve cruzamento venenoso, mas Haaland fez o que raramente faz: rematou de cabeça ao lado.
Tocou o despertador no Etihad, o Manchester City ganhou agressividade e subiu no terreno e aos 28 minutos mais um lance de Doku e Kelleher defende remate de Haaland com muita sorte.
Posse de bola esmagadora, muitos remates, mas pouco perigo. O Brentford resistia, não conseguia chegar a zonas de finalização, mas ia protegendo a sua baliza e levou o jogo empatado para o intervalo. Nas bancadas sofria-se quem mais satisfeito estava era o Arsenal, lá longe, vendo que este era resultados que lhe servia na perfeição.
Na segunda parte, surgiu muito bem Cherki, que era por essa altura o melhor jogador do Manchester City. O Brentford procurava chegar à área contrária em contra-ataque, mas não conseguia, a formação da casa instalava-se no meio-campo contrário, mas não tinha aquele golpe de asa que permitisse furar a bem organizada defesa de equipa de Keith Andrews.
A primeira grande oportunidade foi de Igor Thiago, que esteve muito perto do golo, mas permitiu a defesa a Donnarumma. Como se sofria nas bancadas, a fé no título começava a desvanecer-se.
O minuto 61 foi estranho. Primeiro, Pep Guardiola teve a decisão estranho de tirar Cherki, que estava a ser o melhor jogador da sua equipa, e no instante seguinte Doku teve remate cruzado imparável a colocar o Manchester City na frente. Estava feito o mais complicado.
O jogo ficou louco, uma montanha russa de emoções e depois de Schade ficar a pedir penálti de Matheus Nunes, foi novamente Doku a ficar perto de marcar. Ninguém se entregava, mas faltava ao jogo o golo de Haaland e ele chegou num lance construído por Semenyo e que acabou com fulanização meio estranho do norueguês.
Phil Foden até poderia ter aumentado a vantagem, mas o mais importante estava feito. Com mais três pontos o sonho do título continua vivo para o Manchester City, que espera um tropeção hoje do Arsenal no dérbi de Londres frente ao West Ham.