Dois cantos e o líder Arsenal responde à campeão
Cada canto é meio golo no Emirates e foi assim que o líder Arsenal conquistou mais três pontos e ultrapassou um dos maiores obstáculos até ao final da Premier League, mantendo cinco pontos de vantagem para o Manchester City. O Chelsea até foi melhor durante largos períodos e nos últimos instantes ameaçou por Garnacho, até marcou por Liam Delap, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
Num jogo de equilíbrios, a primeira oportunidade surgiu aos 11 minutos, num livre em que Pedro Neto colocou a bola em Sarr, que em excelente posição e sem marcação não conseguiu enquadrar-se e o remate saiu ao lado.
O jogo estava muito complicado para a equipa de Mikel Arteta, mas sabe-se que cada canto é meio golo e o encontro a ser desbloqueado num lance de bola parada. O Arsenal a ser... Arsenal, com Saka a colocar no segundo poste, Saliba e rematar de cabeça e Sarr a desviar com o braço para a própria baliza.
O Chelsea procurou reagir, mas perdeu muita da sua agressividade e até foi o Arsenal a ficar mais perto do segundo, num lance em que Eze falhou o domínio à entrada da área e nem rematar conseguiu.
O golo do empate do Chelsea. No primeiro canto a bola não entrou porque Raya fez defesa estrondosa e até se ficou a pedir penálti. No segundo, infelicidade de Hincapié e a bola entrou mesmo. Dois golos a nascerem de lances de bola parada.
Na segunda parte, foi Raya a negar o segundo golo ao Chelsea. Mais um canto marcado por Reece James, Chalobah remata de cabeça e o guarda-redes do Arsenal em grande.
O tempo passava, o Arsenal não conseguia voltar a crescer no jogo e até os adeptos perdiam intensidade no apoio à equipa. Mas já não há palavras para as bolas paradas do Arsenal: livre para Declan Rice e Robert Sánchez afasta para canto. Outra vez o internacional a bater e a bola direitinha para a cabeça de Timber, que volta a colocar o líder na frente e logo no período em que mais sofria.
Mais um passo seguro em direção ao título de uma equipa que tem vindo a lidar bem com a pressão e a fazer das bolas paradas uma arma letal. E também mérito de Raya um guarda-redes que nunca falha nos momentos decisivos e ontem salvou a equipa aos 90+3 minutos, quando Garnacho esteve perto do empate num cruzamento venenoso e a resposta foi uma defesa incrível.