Daniel Marques e Ricardo Gomes viajaram com o plantel do Académico até Espanha - Foto: Académico de Viseu
Daniel Marques e Ricardo Gomes viajaram com o plantel do Académico até Espanha - Foto: Académico de Viseu

Dois adeptos do Académico acompanham a equipa: «Podemos ver o trabalho invisível»

Daniel Marques e Ricardo Gomes foram convidados pelos viseenses a viajar com a comitiva e ficar na unidade hoteleira do plantel às ordens de Bruno Pinheiro, em Cádis

CÁDIS — Daniel Marques e Ricardo Gomes são dois fiéis adeptos do Académico de Viseu que acompanham a rotina diária do plantel e comitiva dos viriatos no estágio que decorre em Cádis. Ambos foram convidados pelo emblema beirão, que se prepara para regressar ao principal escalão, por terem sido os espectadores com mais presenças no Estádio do Fontelo na temporada transata.

Daniel, de 37 anos, foi no lugar do irmão mais velho Bernardo, «ainda mais fanático», que não pôde viajar e, curiosamente, já tinha vencido o prémio há dois anos, quando os beirões realizaram estágio em Alicante.

«A paixão começou com o meu irmão. Ele é um adepto mais fanático do que eu, e eu acompanhava-o sempre nas deslocações do futebol, tanto fora como em casa. Foi aí que me comecei a ligar mais ao Académico e a paixão continua até hoje. Sou sócio há dois anos, mas adepto já sou há mais tempo», explicou aos jornalistas em Cádis.

«Não estava nada à espera desta iniciativa outra vez e fiquei muito contente. Quando me ligaram disse logo que sim, porque queria conhecer os novos jogadores que estão a chegar, interagir com eles e conhecê-los melhor. Também o novo treinador, o staff... Têm-nos ajudado a ficar mais integrados e confortáveis», frisou ainda Daniel Marques, que esperava pela ascensão do Académico «há muito tempo», ele que falhou apenas duas partidas dos viseenses em 2025/26, tanto em casa como fora: «Contra o FC Porto B e na Madeira [ante o Marítimo].

«Aqui temos a oportunidade de ver o trabalho invisível»

Ricardo, de 19 anos, também natural de Viseu, explica como começou a ir regularmente ao Fontelo... e como se tornou apanha-bolas do clube.

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«A paixão pelo Académico surgiu muito cedo, por volta dos meus 10 ou 11 anos. Ouvia sempre o meu padrinho falar que vinha ver o Académico, e comecei a acompanhar os jogos através da rádio. Depois, comecei a ter curiosidade e acabei por pedir ao meu pai para me levar a ver um jogo. Assim que entrei no estádio, perguntaram-me se eu queria ser apanha-bolas. Eu aceitei e, a partir daí, nessa época (2018/19), fiz praticamente todos os jogos em casa como apanha-bolas. Na época seguinte, mantive-me nessa função até à altura da pandemia da covid-19, acompanhando sempre todos os jogos em casa. Jogos fora, nessa altura, nunca ia», lembra.

«Depois fomos jogar para Aveiro devido à covid e aí deixei de ir aos jogos, porque era longe. No entanto, voltei a acompanhar a equipa assim que regressámos ao Fontelo e, desde aí, tenho estado sempre presente, tanto em casa como fora. Sempre que posso, estou lá», sublinhou aos meios de comunicação social.

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Sobre o estágio dos viriatos, agradece ao clube oportunidade de acompanhar de perto as vivências dos jogadores: «Tem sido uma experiência incrível, completamente diferente daquilo que é o normal e do que eu estava à espera. Tem sido muito bom poder acompanhar de perto o clube do meu coração e ver como é que as coisas funcionam por trás, desde os treinos a toda a preparação. Nós, como adeptos, sabemos praticamente aquilo que vemos no dia de jogo, e aqui temos a oportunidade de ver o trabalho invisível que é feito. Tem sido uma experiência muito boa e agradeço desde já ao Académico por esta oportunidade incrível.»

Ricardo, estudante, falhou apenas um jogo no Fontelo na época da subida, num dia em que não estava no país, e dois fora de portas: «Estava na altura em Barcelona, por isso foi mesmo impossível de ir. Esse em casa, com o Feirense, e dois fora que eram impossíveis de ir: com o Chaves foi à porta fechada e na Madeira era complicado.»

«Vai ser uma época complicada. Como o clube não tem muita experiência na Primeira Liga, o início pode ser um bocadinho difíceis, mas, pelo que tenho visto aqui, o grupo é muito unido e alegre. Isso é meio caminho andado para as coisas correrem bem. Também tenho gostado daquilo que tenho visto do treinador, que parece ter uma boa ideia de jogo. Acho que tem tudo para correr bem, vamos dar o melhor do princípio ao fim», enalteceu ainda o jovem adepto.

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