Luís Silva é o capitão dos viriatos - Foto: Académico de Viseu
Luís Silva é o capitão dos viriatos - Foto: Académico de Viseu

Luís Silva: «Contentes com o que fizemos, mas agora queremos mais»

Capitão do Académico de Viseu dá o mote para a nova época, que marca o regresso dos beirões ao principal escalão

CÁDIS — Luís Silva, capitão do Académico de Viseu, recorda o feito histórico alcançado pelos viriatos na época passada, mas garante que o plantel só pensa no presente e no futuro. Em declarações aos jornalistas no estágio de pré-temporada da equipa, em Cádis, o médio de 33 anos deixa elogios a Bruno Pinheiro e confessa-se «surpreendido» com o novo treinador, que sucede a Sérgio Fonseca, frisando a importância de manter núcleo duro de 2025/26.

— Como foi viver na época passada?

— É sempre especial subir de divisão. O clube esteve afastado da Primeira Liga por 37 anos. Tem sempre um gosto especial, é um motivo de orgulho. Ficámos muito felizes, mas já passou. Agora temos de pensar no presente e no futuro. Ficámos contentes com o que fizemos, mas agora queremos mais.

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— Como vê o estado de espírito da equipa nesta altura?

— Tem sido muito bom. Temos uma grande base do plantel da época passada. Os jogadores novos que chegaram foram bem recebidos e estão bem integrados. O grupo de trabalho já era bom, continua a ser bom e integra bem toda a gente. Este estágio também vai servir para o plantel conhecer melhor a equipa técnica e vice-versa. Os primeiros dias têm sido muito positivos.

— Manter o núcleo duro da equipa é o maior trunfo do Académico?

— Sim, como é lógico. É importante manter o núcleo duro. Vimos de um espírito de vitória, de uma época em que ganhámos muitas vezes. Sabemos que este ano não vamos ganhar tantas vezes como no ano passado, mas já nos conhecemos uns aos outros. Quem vier, vem para aportar qualidade, tanto dentro como fora do campo. Não partimos do zero totalmente, porque temos uma base e sinto que temos todas as capacidades para fazer um bom trabalho.

— Como encara o início difícil da Liga?

— O sorteio não foi bom nem mau, temos de jogar contra todos, em casa e fora. Vamos ao Estádio da Luz na primeira jornada e todos os jogadores querem jogar grandes jogos. Gostamos sempre de defrontar os melhores para nos pormos à prova. Sabemos da dificuldade, mas também sabemos do nosso valor. Antes do Benfica, ainda temos uma preparação para fazer, para chegarmos ao campeonato com as ideias bem cimentadas e com a parte física já assinalada. Existe entusiasmo.

— Como descreve os novos reforços, Marcos Lavín e Cristian Ferreira?

— As primeiras impressões são muito boas. São duas pessoas que nos vêm ajudar, tanto dentro como fora do campo. Vamos ter momentos menos positivos e é aí que se vê o carácter dos jogadores. Temos homens para encarar esses momentos de uma forma confiante.

— Qual é o balanço que faz das primeiras semanas com o técnico Bruno Pinheiro? Surpreendeu-lhe a saída de Sérgio Fonseca?

— Estou muito surpreendido com o mister Bruno Pinheiro. É uma pessoa sem truques, que diz o que pensa e dá liberdade, com responsabilidade, ao jogador. Não vê fantasmas, o que é muito positivo, e estamos a gostar todos muito de trabalhar com ele. Em relação ao Sérgio Fonseca, é uma pessoa que teve um trajeto muito positivo e ficou na história deste clube, mas faz parte do passado. Neste momento, o presente e o futuro é o mister Bruno Pinheiro e estamos a gostar imenso de trabalhar com ele.

— O que têm feito os jogadores no tempo livre neste estágio?

— No tempo livre jogamos ping-pong, às cartas, alguns vão à piscina e convivemos uns com os outros. Acho que é importante conhecermo-nos ainda melhor num espaço mais aberto, sem a pressão da competição. Fazemos o que gostamos e temos de aproveitar todos os momentos.

— E passar uma semana fora de casa é difícil?

— Tenho uma filha com nove meses, é sempre complicado. Fico com saudades da minha mulher e da minha filha, mas faz parte do nosso trabalho. Ser jogador é como qualquer profissão em que temos que abdicar um pouco da família. Há prós e contras. Não venho para aqui a fazer um sacrifício, porque no dia em que vier fazer um sacrifício para um estágio, não faz sentido andar aqui.

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