Treinador dos viriatos esteve à conversa com jornalistas no arranque dos trabalhos da equipa em solo espanhol

Bruno Pinheiro: «Plantel? Nada está fechado»

Técnico aborda mercado, para já calmo, do Académico de Viseu. Elogios ao goleador Clóvis e total sintonia com a Direção

CÁDIS — No primeiro dia de trabalhos do Académico de Viseu no estágio que decorre até sábado em Cádis, Bruno Pinheiro prestou declarações aos meios de comunidação social presentes no local, tendo abordado questões de mercado e frisado que o plantel dos viriatos não está fechado, definindo também as características das duas caras novas da equipa: Marcos Lavín e Cristian Ferreira.

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— A SAD já garantiu várias continuidades no plantel. O mercado de ataque está fechado?

— Temos um grupo de trabalho interessante, vindo maioritariamente da Segunda Liga. Nada está fechado. Se a administração e a equipa técnica entenderem que há oportunidades no mercado que tragam mais-valias e que encaixem nas condições financeiras do clube, esses jogadores poderão chegar. Vai depender do que o mercado oferecer.

— O que podem acrescentar os reforços Marcos Lavín e Cristian Ferreira? E o que espera dos cinco jovens dos sub-23 integrados no estágio?

— O Marcos parece-me um guarda-redes bastante completo nas diversas áreas de intervenção. O Cristian é um jogador tecnicamente interessante, com boa visão, remate e passe; jogou pouco nas últimas duas épocas, mas acreditamos que nos pode trazer criatividade e golos no último terço. Quanto aos jovens, têm sido uma surpresa muito agradável. Têm muita qualidade com bola, são inteligentes e adaptam-se bem às exigências táticas.

— Quão importante é segurar um jogador tão cobiçado como André Clóvis?

— O Clóvis é um jogador fantástico, com um acerto tremendo de cabeça e com os dois pés, além de um grande sentido de oportunidade. Mas dou-vos o exemplo de quando estava no Estoril: perdemos vários titulares influentes logo ao início e conseguimos sobreviver. Se tivermos a infelicidade de o perder, a administração já provou ser competente e tenho a certeza de que teremos alternativas preparadas para colmatar a ausência.

— A opção de manter o núcleo duro da época passada foi sua ou da administração? E que impacto pode ter a falta de experiência da maioria do plantel na Primeira Liga?

Foi uma opção consensual. Este grupo demonstrou um caráter tremendo no balneário e no campo, trabalhando com um foco enorme. Sobre a experiência, essa é a nossa principal desvantagem face a equipas que já conhecem a rotina da Primeira Liga. Para nós, será um teste, mas mantivemo-los porque acreditamos no valor deles. Já passei por isso quando subi o Estoril e conseguimos fazer uma época muito tranquila.

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