Confusão no final do Benfica-Casa Pia - Foto: Sérgio Miguel Santos
Confusão no final do Benfica-Casa Pia - Foto: Sérgio Miguel Santos

Do penálti «inadmissível» ao futebol «doente»: a origem das críticas de Rui Costa

Presidente do Benfica recuou até novembro de 2025 e ao último duelo das águias arbitrado por Gustavo Correia até visita polémica a Famalicão. Penálti de António Silva contra o Casa Pia no centro dos protestos

Rui Costa disparou contra a equipa de arbitragem do empate entre Famalicão e Benfica (2-2), chefiada por Gustavo Correia. Do penálti não assinalado a favor aos 30' aos 15 minutos de compensação na segunda parte, presidente das águias criticou inúmeras decisões e acusou o juiz de «tentar impedir que o Benfica chegue à Champions».

Rui Costa acusou mesmo Gustavo Correia de «tentar fazer o mesmo na primeira volta» no duelo entre Benfica e Casa Pia, a 8 de novembro de 2025. «Estranhamente, passaram seis meses, nunca foi nomeado para mais nenhum jogo do Benfica e aparece aqui para a fase decisiva da luta pela Champions», frisou.

Rui Costa já tinha falado no final da partida contra o Casa Pia, na primeira volta, no mesmo dia em que foi reeleito como presidente do Benfica. No centro das queixas do presidente, esteve um penálti assinalado a favor do Casa Pia por mão de António Silva, aos 65'. Trubin ainda defendeu o castigo máximo, mas Tomás Araújo rubricou um autogolo bizarro.

O Benfica vencia por 2-0 e acabou por se deixar empatar em cima do apito final. Rui Costa, na zona mista do Estádio da Luz, não poupou Gustavo Correia: «Um penálti destes é não conhecer as regras do jogo. E mais do que árbitro marcar o penálti é muito questionável como o VAR não reverte uma situação destas. A lei é muito clara, muito clara, e já chega disto. É inadmissível que seja dado um penálti desta maneira. Porque não é uma situação duvidosa, é contra a lei do jogo e a lei é muito clara em relação a esta situação, uma bola que vai ao peito e depois à mão.»

Rui Costa considerou também que o futebol estava «doente». O Benfica-Casa Pia teve lugar um dia depois do duelo entre Santa Clara e Sporting (1-2) que terminou com um canto mal assinalado que culminou no golo do triunfo, marcado por Hjulmand.

José Mourinho, minutos antes, defendeu que o árbitro e o VAR dessa partida «decidiram reabrir o jogo» num lance «óbvio». António Silva considerou que a arbitragem estava «condicionada», enquanto Mário Branco foi castigado devido a palavras dirigidas ao árbitro.

Pedro Henriques, especialista em arbitragem d'A BOLA, considerou que António Silva tinha o braço «em posição natural e sem volumetria» e que o facto da bola ter «vindo de ressalto do próprio corpo» era uma «atenuante».

Pedro Henriques considerou também que tinha ficado penálti por assinalar a favor das águias, quatro minutos antes.

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