Djokovic provoca marco inédito em 24 anos de história no ténis
Novak Djokovic baixou ao 12.º lugar do ranking mundial de singulares (ATP) significa a primeira saída do sérvio do top 10 da hierarquia do ténis desde 16 de julho de 2018. A queda de sete posições surge após uma eliminação precoce na primeira ronda do Open dos Estados Unidos.
Este acontecimento assinala ainda um marco no circuito masculino da modalidade, por ser a primeira vez, desde 13 de outubro de 2002, que algum dos denominados três grandes do ténis mundial, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic (o suíço retirou-se em 2022 e o espanhol em 2024) não figura nos dez mais da tabela ATP.
No circuito feminino, a grande novidade é a ascensão de Elena Rybakina à liderança do ranking. A cazaque destronou Aryna Sabalenka, que ocupava o topo há 99 semanas, após vencer a bielorrussa na final do US Open, no último sábado, por 6-4, 5-7 e 6-2. Sabalenka desce agora para o segundo lugar, enquanto a norte-americana Jessica Pegula se mantém na terceira posição.
A vitória no US Open, no domingo, permitiu a Alexander Zverev consolidar o segundo lugar e aproximar-se do líder, o italiano Jannik Sinner, que não participou no torneio nova-iorquino devido a lesão. O alemão conquistou o derradeiro Grand Slam da temporada ao derrotar na final o norte-americano Ben Shelton pelos parciais de 6-2, 7-6 (7-2), 5-7 e 6-2.
Apesar da derrota na final, Ben Shelton alcançou a melhor classificação na tabela ATP, subindo ao quarto posto, logo atrás do espanhol Carlos Alcaraz, que é terceiro. Outra subida de relevo foi a do norte-americano Frances Tiafoe, que, após chegar às meias-finais, entrou para o top 10, ocupando a oitava posição.
Entre tenistas portugueses, Nuno Borges continua a ser o número um nacional, embora tenha descido sete lugares para a 48.ª posição. Em sentido inverso, Jaime Faria atingiu a melhor classificação pessoal de sempre, subindo dois lugares para o 70.º posto, enquanto Henrique Rocha se aproxima do top 100, ao ascender à 118.ª posição.