Bávaros dominaram em casa do Real Madrid, com golos de Luis Díaz e Harry Kane, mas o avançado francês reduziu perto do final e deixou a eliminatória em aberto para Munique. #DAZNChampions

Desta vez não houve milagre, mas o Real Madrid está vivo (crónica)

Luis Díaz e Harry Kane fizeram os dois golos dos bávaros, que podiam ter fechado a eliminatória na capital espanhola, mas permitiram que Mbappé relançasse a eliminatória

Desta vez não houve milagre e o Real Madrid sucumbiu frente a uma grande equipa como é o Bayern. Os antecedentes das duas equipas nesta temporada davam um claro favoritismo aos intratáveis alemães. A favor do Real só estava o fato de ter eliminado o Manchester City, que derrotou nos dois desafios. A grande esperança era que a equipa pudesse repetir essa epopeia, mas era francamente difícil e, logicamente, acabou por não suceder embora o resultado deixe a eliminatória em aberto.

Tudo ainda pode acontecer, mas neste desafio ficou clara a superioridade do Bayern: uma equipa muito bem estruturada, que pressiona em todo o campo e que se apresentou no Bernabéu na sua máxima força enquanto no Real... Courtois foi, de novo, o grande ausente.

As estatísticas do jogo dizem que as duas equipas se equilibraram nos seus 20 remates à baliza, mas foi evidente a sensação de superioridade dada pela turma alemã sobretudo na primeira parte em que não só dominou como teve um par de claras ocasiões de marcar surgidas por erros graves da defesa local. O Real procurou responder com rápidos contra-ataques conduzidos por Vinícius Júnior e Kylian Mbappé que criaram algum perigo, mas insuficiente para bater Neuer.

Foi preciso esperar até escassos minutos antes do intervalo para ver o primeiro golo dos visitantes. Gnabry, com a cumplicidade de Trent, lançou em profundidade a Luis Díaz, que se isolou e rematou sem nenhuma possibilidade de defesa para Lunin.

O Bayern foi para o descanso com a mais que merecida vantagem que aumentou logo na primeira jogada do segundo tempo com um tento de Kane. Dois golos surgidos em momentos psicologicamente importantes sobretudo para o Real Madrid e aos seus adeptos que ficaram gelados pelo que estava a suceder à equipa.

O Bayern podia ter aproveitado a situação para forçar a marcação de algum golo mais que deixasse decidida a eliminatória, não o fez e com isso permitiu que a turma madrilena, mais por orgulho que por futebol, tenha crescido. Vinícius e Mbappé tiveram boas ocasiões, mas foi o francês quem, à meia hora, fez o golo de honra concluindo um bom centro vinda da direita de Trent.

Até final, o Real continuou a insistir no ataque à procura do empate que o grande guarda redes que é Neuer evitou com as suas portentosas intervenções. Chegou-se assim ao final com a vantagem mínima para o Bayern que tem tudo a seu favor no jogo da segunda mão, no qual o Real Madrid não poderá contar com Tchouaméni, que viu cartão amarelo. Mas a equipa de Arbeloa logrou chegar viva a esse desafio e, como no futebol nem sempre a lógica se impõe, ainda qualquer coisa pode acontecer.