Van der Vaart foi dispensado por Mourinho mas admira-o: «Ficamos intimidados»
Rafael van der Vaart, estrela neerlandesa que representou o Real Madrid entre 2008 e 2010, falou abertamente, aos microfones do GSP, sobre a crise interminável instalada no Bernabéu e sobre a iminente chegada de José Mourinho, treinador do Benfica, ao clube espanhol.
«O que se passa neste momento não está bem. Não faço ideia... Claro, quando não estás dentro do clube, não sabes exatamente. Mas, no fim de contas, sei como o clube funciona. Quando não se ganha, quando não se conquista um título...», prosseguiu.
«Estive lá dois anos, não se ganhou o campeonato. E ficaram chateados. Os adeptos não estão satisfeitos com os jogadores e creio que isso também acontece agora. Nem as relações entre os jogadores são boas», contextualizou, antes de fixar-se na hipótese de Mourinho assumir o comando técnico.
«Diz-se que Mourinho será o treinador a partir da próxima época. Espero que sim! Acredito que é o homem certo para isso. Pode estabilizar o balneário, 100%», considerou, acrescentando: «Trabalhei apenas seis semanas com ele, depois venderam-me ao Tottenham. Mas fiquei muito impressionado. Admiro-o muito.»
E não foi contido nos elogios: «É um homem sincero, é um treinador muito bom e ficamos um pouco intimidados por ele. Creio que é preciso isso num treinador! Não para ter medo, mas mais como uma figura paternal. Quando ele diz algo, ouves!»
Isto mesmo não tendo ouvido o que queria, deixando o clube em 2010, após as chegadas de Kaká, Ronaldo, Benzema e Ozil — foi o ponto final numa ligação de dois anos, marcada por 12 golos e 13 assistências em 73 jogos pelo Real Madrid, em todas as competições, e um troféu, a Supertaça de Espanha, em 2008.
«Mourinho foi muito sincero, e eu gosto de pessoas honestas, porque sinto que isso é o mais importante. Ele disse-me como as coisas estavam, que ia comprar o Ozil e que ele seria o seu número 10. Então disse-me 'Se tiveres oportunidade, sai'», contou.
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