Desperdício português e drama encaminham Arsenal para o título
Leandro Trossard, a bolacha belga que também foi a estrelinha do Arsenal, arcou o golo da vitória elétrica e muito apertada sobre o West Ham, que teve em Mateus Fernandes e Pablo Felipes dois portugueses muito influentes em momentos decisivos do encontro. A turma de Nuno Espírito Santo ficou mais perto da despromoção (e esta derrota garantiu a manutenção do Forest de Vítor Pereira).
O drama ficou reservado para os minutos finais e tudo começou com um grande desperdício de Mateus Fernandes, aos 78': isolado por Pablo na grande área, o ex-Sporting e Estoril deixou que a sombra enorme de David Raya levasse a melhor e impedisse o golo para o West Ham.
O Arsenal, que vinha a sofrer muito numa 2.ª parte insípida e de maior desinspiração ofensiva, em comparação com a 1.ª parte., sorriu finalmente ao minuto 83. Martin Odegaard inventou por completo um lance de golo, a combinar com Rice para entrar na área, arrastar marcações e descobrir o belga (que já havia acertado no poste) em posição privilegiada para fazer um golaço importantíssimo, que pode decidir o título da Premier League!
Mas ainda não esta tudo contado! Ao minuto 90+4', Callum Wilson viu Gabriel Magalhães tirar-lhe um golo com um corte fenomenal. No canto consequente, o experiente avançado inglês colocou mesmo a bola na baliza. O estádio rejubilou, as câmaras tremeram, mas a do VAR não: Pablo foi apanhado a importunar David Raya com o braço. Após rever as imagens, o árbitro cancelou o golo, motivando a ira de Nuno Espírito Santo.
Com mais um jogo do que o City, mas a duas jornadas do fim, o Arsenal tem mais cinco pontos que o o grande rival e o título na mão. Esta derrota do West Ham salva o Forest, Crystal Palace e Leed e deixa o futuro da equipa totalmente dependente do que Tottenham, que tem um jogo a menos e mais um ponto.
Nervos à flor da pele
Este jogo pesou e muito, não só nas duas equipas, mas em toda a Premier League. O Arsenal, a sentir o Manchester City a respirar-lhe no pescoço, podia deixar a luta pelo título por mãos alheias. O West Ham, com o fantasma da despromoção por cima, também só pensava na vitória.
Com tanto nervo, o Arsenal quis resolver cedo. Leandro Trossard, essa pequena e tenaz bolacha belga, obrigou (9’) Mads Hermansen a uma defesa monstruosa antes de, no mesmo lance, cabecear ao poste. O West Ham também contou com a exibição exemplar de Mavropanos, um verdadeiro general na defesa, impediu golos certos (22’ e 70’) e colocou Gyokeres no bolso.
O West Ham, com Summerville e Bowen sempre a acelerarem, criava perigo em contra-ataques e foi assim que Taty Castellanos, com um cabeceamento voador, quase adiantou os hammers antes do intervalo.
O Arsenal perdeu algum fulgor na 2.ª parte. Bukayo Saka esteve novamente desinspirado, tal como Eze, e foi preciso Odegaard entrar para dar nova vida a este ataque – decisão que se revelou muito acertada por parte de Mikel Arteta.
Talvez ainda seja cedo para se encomendar as faixas de campeão, mas o Arsenal já pode começar a pensar nelas. O primeiro título de campeão no espaço de 22 anos nunca esteve tão perto!
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