Didier Deschamps cauteloso com a estreia de França no Mundial (Foto IMAGO)
Didier Deschamps cauteloso com a estreia de França no Mundial (Foto IMAGO)

Deschamps não vê a França como favorita a vencer o Mundial

Seleção gaulesa faz amanhã a estreia na prova diante do Senegal

Didier Deschamps, selecionador de França, fez esta segunda-feira a antevisão à estreia do selecionado gaulês na prova diante do Senegal, em encontro marcado para amanhã, às 21 horas, no MetLife Stadium, em Nova Iorque.

O técnico espanhol, Luis de la Fuente, tem apontado sucessivamente a vice-campeã mundial como candidata principal a vencer a prova, mas Deschamps devolve a bola. «Se há uma formação com maior favoritismo, é a Espanha, mesmo que a França tenha legitimamente a ambição de conquistar esse título. Mas o caminho será longo. A França tem um potencial de alto nível, mesmo que tenhamos uma renovação do elenco. Não vou considerar a equipa francesa mais forte que as outras, mas a grande predileta é a Espanha. Aliás, não tenho dúvidas disso», apontou em conferência.

Na memória coletiva do universo futebolístico ainda está a jornada de abertura do Campeonato do Mundo de 2002, quando a então campeã do planeta e da Europa francesa perdeu o jogo inicial perante, precisamente, o adversário de amanhã, o Senegal. Naquela época, o antigo médio já tinha pendurado as chuteiras, mas do elenco francês ainda faziam parte alguns dos seus companheiros de equipa, como Marcel Desailly ou Emmanuel Petit, por exemplo. Deschamps diz que o pecadilho maior, naquele momento, foi o excesso de confiança com que abordaram a partida. «Cada Mundial tem a sua própria história e temos de garantir que esta seja o mais bonita possível. Obviamente, como França, temos um estatuto e há muita expectativa à nossa volta. Mas precisamos de mostrar respeito e humildade desde o início. Antes de pensarmos no topo da montanha, precisamos de fazer a caminhada gradualmente, e os primeiros passos são sempre os mais difíceis», desenhou como traço geral para a partida.

Deschamps assumiu que entre os convocados de les bleus há imenso talento individual, mas quer que as individualidades nem sequer se cheguem à porta do balneário: «À seleção francesa não vem para receber, mas sim para dar.»

Na ausência de Mbappé da conferência de imprensa, couberam a N’Golo Kanté as despesas de falar em nome do grupo, e o médio concordou quase em absoluto com Deschamps. «O treinador tem toda a razão. Quando vestimos esta camisola, o nosso papel é servir o coletivo. Não importa o que façamos ou o estatuto que temos nos nossos clubes; aqui, temos de deixar o ego à porta e estar prontos para correr uns pelos outros», declarou o médio, conhecido por ser um autêntico papa-quilómetros dentro do terreno de jogo.

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