Depois de Messi, Will Smith e LeBron, Luanda candidata-se a receber a NBA
Luanda pode vir a receber jogos dos Playoffs da NBA. A hipótese foi discutida em Nova Iorque, uma audiência entre o presidente João Lourenço e uma delegação da liga norte-americana de basquetebol liderada por Mark Tatum, vice-comissário e diretor de operações.
O presidente angolano mostrou-se entusiasmado com a ideia e garantiu que vai apoiar no que for preciso para que ela se materialize. Tatum está no cargo desde Fevereiro de 2014 e é quem cuida da gestão e da expansão comercial e internacional da NBA. Quando é ele a falar em levar jogos para fora dos Estados Unidos, a conversa costuma ser séria.
O encontro acontece numa altura em que Angola já se habituou a receber nomes grandes. Em Novembro do ano passado, a Argentina, seleção campeã do mundo, foi a Luanda defrontar os Palancas Negras, no quadro dos 50 anos da Independência. Messi jogou, fez a assistência para o golo de Lautaro Martínez e marcou o segundo, aos 81 minutos. Os 48 mil bilhetes postos à venda pela FAF esgotaram, mesmo com os apelos ao boicote.
Depois foi a vez do E1, o campeonato mundial de barcos eléctricos. Will Smith, dono de uma das equipas, esteve em Luanda em Março para anunciar a prova, acompanhado do fundador da competição, Alejandro Agag, e do ministro do Turismo, Márcio Daniel. A corrida realizou-se a 12 e 13 de Setembro, no Yacht Club de Luanda, e foi ganha pela equipa de Tom Brady. O acordo assinado é de três anos.
Foi também por causa da E1 que LeBron James esteve em a Angola, onde chegou a 11 de Setembro para apoiar a Team AlUla, de que é dono. Era a primeira vez que pisava África. Visitou o Museu Nacional da Escravatura, esteve num campo ao ar livre com crianças, onde falhou o primeiro lançamento e depois compensou com um afundanço, e foi recebido no Palácio pelo presidente, juntamente com Will Smith. Por isso, a reunião com a NBA não apanha ninguém de surpresa. E currículo não falta a Angola: onze títulos africanos, uma seleção que defrontou o Dream Team nos Jogos de Barcelona, em 1992, e um Petro de Luanda que venceu em 2024 a Basketball Africa League, a competição africana da própria NBA.
No entanto, a NBA nunca realizou jogos dos Playoffs fora da América do Norte, e levá-los para Angola exigiria uma arena ao nível da liga, muita logística e muito dinheiro. A discussão sobre custos e prioridades, que já se ouviu na altura do jogo da Argentina, deve voltar a aparecer. Para já, há uma conversa e boa vontade dos dois lados. O resto vai depender de muito trabalho e de muitas contas.