Dembélé: «Entendo-me melhor com Olise do que com Mbappé»
A seleção francesa possui um dos ataques mais temíveis do Mundial, com uma linha ofensiva capaz de intimidar qualquer defesa. No entanto, esta abundância de talento coloca um desafio a Didier Deschamps, uma vez que vários jogadores partilham a mesma posição. Ainda assim, esta situação pode ser convertida numa vantagem, oferecendo múltiplas combinações no ataque.
Numa entrevista à RMC Sport, Ousmane Dembélé abordou a sua polivalência no setor ofensivo da equipa gaulesa. O selecionador tem a tarefa de encontrar a melhor forma de fazer com que alguns dos maiores nomes do futebol atual colaborem eficazmente em campo.
O jogador do PSG explicou que a liberdade de movimentos tem sido uma aposta recente. «Há um ano que o selecionador começou a dar-me muito mais liberdade na seleção», revelou Dembélé, sublinhando a comunicação constante para testar diferentes posicionamentos.
Esta flexibilidade tática é vista como a chave para desequilibrar os adversários: «Não ficamos limitados nem à direita nem ao centro. E então tento mostrar as minhas qualidades, seja na faixa direita, que conheço bem, ou também no centro. Assim geramos muito caos nos defesas.»
Dembélé acredita que a constante troca de posições será benéfica para a equipa.
«Creio que, mudando constantemente as posições em campo, funcionará bem», confessou. Ao analisar as suas parcerias num eventual ataque a dois, o jogador destacou a sua adaptabilidade e a sintonia com um colega em particular. «Adapto-me a todos os esquemas, na verdade. Mas entendo-me melhor com o Olise do que com o Mbappé. O Kylian move-se um pouco mais para a esquerda, para o centro... É mais com o Michael que troco de posições», concluiu.
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