Treinador espera jogo difícil, mas acredita no sucesso - Foto: Famalicão
Treinador espera jogo difícil, mas acredita no sucesso - Foto: Famalicão

Da crença minhota aos elogios: «O Arouca foi a equipa que fez o melhor mercado»

Hugo Oliveira destaca a qualidade da sua equipa e acredita na quarta vitória consecutiva em casa, mas também assume que do outro lado estará um adversário recheado de qualidade. Polémicas no futebol português também em análise

A região do Minho tem honras de abertura da 25.ª jornada da Liga. É em Vila Nova que vai começar a rolar a bola nesta ronda do campeonato, com o Famalicão a receber o Arouca, esta sexta-feira, às 20h15.

O duelo promete ser de elevado grau de interesse e essa tese foi, de resto, confirmada por Hugo Oliveira. O treinador do emblema de Vila Nova antevê um jogo de grande qualidade, não só por tudo aquilo que espera da sua equipa, mas também pela qualidade que revê nos lobos da Serra da Freita. Especialmente depois da última janela de transferências. Mas também assume que o seu grupo vai em busca da quarta vitória consecutiva em casa, isto depois dos triunfos diante de Casa Pia (2-0), Aves SAD (3-1) e Tondela (3-0).

«Espera-se mais um bom jogo de futebol, entre duas equipas que têm bons intérpretes e que, pese embora tenham duas ideias diferentes, gostam de jogar. Será um duelo competitivo, dividido, e espero que no final sejam os nossos adeptos a saírem mais satisfeitos. Voltaremos a casa, onde gostamos muito de jogar, e queremos dar mais uma felicidade ao nosso público e conquistar mais uma vitória. De uma forma muito honesta, acho que o Arouca foi a equipa que fez o melhor mercado de Inverno, houve um upgrade muito grande naquilo que são os intérpretes do Arouca. Obviamente que as equipas têm ideias e caminhos, mas a qualidade dos jogadores leva a uma evolução. Por isso, acho que será um adversário que nos trará dificuldades. Esperamos ser melhores do que o Arouca e garantir os três pontos», começou por dizer, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde de hoje.

Olhando ao presente e ao futuro, o técnico dos azuis e brancos do Minho mantém o registo de sempre: pragmatismo. «Os objetivos têm sido sempre os mesmos, que é o do desenvolvimento e o de sermos cada vez melhores. Assim sendo, o objetivo agora é ganhar ao Arouca. Se ganharmos ao Arouca estamos mais perto de atingirmos objetivos globais. Com esse sentimento, coisas boas vão chegar, certamente. O nosso horizonte vai muito mais além do que pontuação e do que tabela classificativa. Queremos preparar presente e futuro, não só no desenvolvimento do jogador, como também do clube, que está hoje mais preparado, é mais profissional e ambicioso. O treinador também tem de aprender hoje para ser melhor amanhã. É uma forma de viver ambiciosa e nós acreditamos muito nisso, que o futuro só possa ser positivo. Quando chegarmos ao final da época e fizermos o nosso balanço, acredito que estaremos todos muito felizes», notou.

Hugo Oliveira já conta com os regressos de Justin de Haas, Pedro Bondo e Gustavo Sá, que falharam o desafio com o Rio Ave (0-0), na ronda anterior, uma vez que cumpriram um jogo de suspensão, mas, ao invés, o treinador dos famalicenses estará privado de Tom van de Looi e Sorriso, que completaram, diante dos rioavistas, uma série de cinco cartões amarelos. Jogue quem jogar, garante, estará preparado para ajudar a equipa a vencer: «As mudanças trazem desafios e oportunidades para os jogadores. Temos um plantel equilibrado dentro das nossas características e mostra que temos ideias muito vincadas. Todos aqui são tratados da mesma maneira, o mais importante é o projeto coletivo. Jogue quem jogar, lutaremos sempre pelos três pontos», assumiu.

Polémicas no futebol português

Na ocasião, Hugo Oliveira foi instado a pronunciar-se sobre as recentes polémicas que têm vindo a afetar o futebol português, muitas vezes com a arbitragem no centro das atenções.

O líder do balneário dos azuis e brancos do Minho não fugiu à questão e deixou uma mensagem de pacificação. Afinal, defende, o futebol deve ser um exemplo para a sociedade: «Acho que cada um deve responder pelas suas ações e pelas suas declarações. Cada um de nós devia ser aquilo que exige que os outros sejam. Não podemos exigir aos outros aquilo que não fazemos. O comportamento de cada um deve ser de exemplo. As novas gerações olham para o futebol como algo a copiar e o futebol pode ser um modelo de comportamentos. Devíamos olhar mais para isso. E devíamos olhar muito mais para dentro do campo, para o futebol jogado. E fala-se muito pouco dos golos, da organização coletiva, do drible, da magia, do talento e do jogador... Há cada vez mais momentos relacionados com a arbitragem e com a opinião de todos aqueles que estão à volta do jogo e que não fazem parte do jogo.»