Jonathan Klinsmann, filho de Jurgen Klinsmann, a sair de maca - Foto: IMAGO

«Corri o risco de ficar paralisado, tenho quatro parafusos no pescoço»

Jonathan Klinsmann, guarda-redes do Cesena e filho do ex-treinador Jurgen Klinsmann, fraturou a vértebra cervical em abril deste ano e aponta a voltar a jogar na próxima época

O guarda-redes do Cesena e filho do antigo internacional alemão Jurgen Klinsmann, Jonathan Klinsmann, viveu um drama há cinco meses (18 de abril), quando fraturou uma vértebra cervical e e sofreu também graves lesões nos ligamentos do pescoço num choque com Filippo Ranocchia durante um jogo contra o Palermo.

O guarda-redes, que nunca perdeu a consciência, admite o quão perto esteve de um desfecho trágico e, agora, de regresso ao ginásio, recorda o incidente que quase lhe mudou a vida para sempre.

«A verdade é que corri mesmo o risco de nunca mais jogar e nunca mais andar», confessou Klinsmann, cinco meses após o incidente. «Nos primeiros instantes, pensei que tinha sido apenas um golpe forte, mas não imaginei que fosse algo tão sério...»

O perigo foi iminente nos minutos que se seguiram ao choque. «Felizmente, disse aos defesas centrais para segurarem a bola porque não conseguia mover o pescoço. Se me tivessem passado a bola, nem sequer conseguiria olhar para baixo para a controlar», explicou. «Se nesses minutos tivesse feito algo, talvez um simples sprint lateral, teria arriscado muito. Fui extremamente sortudo!»

O jogador, nascido em 1997 e com passagens pelo Hertha e LA Galaxy, revelou que Filippo Ranocchia o visitou no hospital, juntamente com outras pessoas do Palermo, e que não o culpa pelo sucedido. «Aconteceu», afirmou.

«No próximo ano, vejo-me em campo»

A recuperação tem sido um processo longo e desafiador. Klinsmann recorda o momento mais difícil: «Foi no hospital, com o meu pai e a minha namorada, quando perceberam a gravidade da situação. Foi duro olhar para eles». Por outro lado, o alívio chegou após a cirurgia: «O melhor momento foi depois da intervenção: percebi que tudo tinha corrido bem quando vi o alívio nos olhos dos meus pais.»

O apoio familiar, especialmente do pai, Jurgen, foi fundamental. «Ele sempre foi um grande pai e sei o quão difícil foi para ele. A lesão foi um golpe mais duro para os meus pais do que para mim. O mais difícil para mim era vê-los tão preocupados», disse.

O processo clínico ainda não terminou. «Daqui a quatro meses, serei submetido a uma nova cirurgia para remover os quatro parafusos que tenho no pescoço», adiantou, elogiando o trabalho do Dr. Hemmer, que o operou. Apesar de tudo, o guarda-redes não sente medo. «Não tenho medo de viver, embora esteja ciente de que há uma nova situação para enfrentar. Tenho apenas uma enorme vontade de voltar a jogar pelo Cesena», apontou.

Contrariamente ao que se poderia esperar, a experiência não o fez sentir-se mais frágil. «Não, sinto-me mais forte porque se sente o apoio das pessoas. Aprendi a notar o efeito positivo que tenho nos amigos e familiares», disse. Com autorização médica recente para retomar a atividade física, Klinsmann já voltou ao ginásio e espera começar a correr em breve. O objetivo é claro: «No final da época, devo voltar a treinar com a equipa. No próximo ano, vejo-me em campo.»

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