Estreia de antigo internacional inglês no banco durou... oito jogos
A primeira experiência de Ashley Cole, antigo jogador de José Mourinho no Chelsea, como treinador principal chegou ao fim de forma abrupta. O antigo internacional inglês, de 45 anos, decidiu deixar o comando técnico do Cesena, clube da Serie B italiana, após apenas oito partidas.
Cole foi nomeado em março de 2025, assinando um contrato válido até ao final da temporada 2025/26 com o objetivo claro de levar a equipa aos play-offs de promoção. No entanto, o desempenho ficou aquém das expectativas, com a equipa a somar apenas uma vitória (no seu segundo jogo) sob a sua liderança (três empates e quatro derrotas).
Quando o antigo defesa-esquerdo assumiu o cargo, o Cesena ocupava o oitavo lugar na tabela, a última posição de acesso aos play-offs, ambicionando um regresso à primeira divisão italiana, algo que não acontece desde 2015. Contudo, a equipa terminou a época num modesto 11.º lugar.
Segundo a imprensa italiana, após breves conversas sobre o seu futuro no final da temporada, Cole optou por sair. Recorde-se que a sua nomeação, juntamente com a do antigo treinador da academia do Chelsea, Jack Mesure, foi recebida com algum ceticismo por parte dos adeptos do Cesena.
A chegada de Cole aconteceu após o despedimento de Michele Mignani, que esteve quase dois anos no cargo, mas que perdeu oito dos seus últimos 13 jogos. Na altura, foi noticiado que o diretor desportivo do Cesena, Filippo Fusco, não concordou com a decisão de demitir Mignani, e que alguns jogadores terão ficado em lágrimas ao saber da notícia.
O coproprietário americano do clube, Mike Melby, foi um dos principais impulsionadores da contratação de Cole, a quem conheceu durante a passagem do antigo jogador pelos LA Galaxy. Espera-se agora que o tricampeão da Premier League procure uma nova oportunidade na sua carreira de treinador, depois de ter trabalhado como adjunto de Frank Lampard no Chelsea e no Everton, de Wayne Rooney no Birmingham City e de Lee Carsley na seleção inglesa.
A sua esposa, Sharon Canu, é italiana, tendo-se conhecido durante o período em que Cole jogou na Roma. Numa entrevista ao The Guardian em abril, o próprio Cole revelou a sua ligação ao país. «Estava sempre nos nossos planos viver em Itália, porque adoramos a comida e a tranquilidade do país», afirmou, acrescentando: «Ela [Canu] disse-me que os adeptos aqui são apaixonados pela sua equipa e pela sua cidade. Tive de abraçar isso, perceber o que os move, para que os possamos representar devidamente!»
Na mesma entrevista, Cole mostrou-se confiante nas suas capacidades. «Sinto-me preparado e que devo ser treinador principal. Estou definitivamente grato ao Cesena pela oportunidade, mas tenho mais do que experiência suficiente», atirou, na altura, admitindo que não teve boas propostas em Inglaterra.
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