Continua a cheirar a polémica depois do clássico entre FC Porto e Sporting
Os incidentes antes do jogo de andebol entre FC Porto e Sporting continuam a causar enorme controvérsia, com o clube de Alvalade a confirmar que já formalizou o pedido para ser recebido pela ministra Margarida Balseiro Lopes, tendo por pano de fundo os acontecimentos sucedidos nos últimos encontros com o FC Porto, nomeadamente os do último fim de semana no clássico que se realizou no Dragão Arena, e que os leões venceram por 30-33, mas sem que alguém diga que tipo de intervenção pretende da tutela.
Disciplina em marcha
As consequências do caso, se tiverem razões para existir, dependerão dos próximos passos dos leões e do que seja possível provar.
No mesmo dia, direção da Federação de Andebol de Portugal (FAP) fez uma participação ao Conselho de Disciplina, que vai agora ouvir todos os intervenientes, entidades no local, solicitar os relatórios que existam para depois delibera, mas nunca antes de um mês. Ainda assim, recorde-se o âmbito de intervenção será sempre disciplinar o que, no pior cenário possível para os portistas, comprovando-se, por exemplo, que alguém do clube teria tido intervenção que prejudicasse o Sporting, levará a multas e eventual interdição do Dragão Arena.
Cheira tóxico e «adormecedor»
O clássico, que estava considerado como jogo de elevado risco, teve o início atrasado cerca de 20 minutos, depois de Ricardo Costa, treinador do Sporting, e o pivot Christhian Moga terem necessitado de assistência médica, após os responsáveis do clube leonino denunciarem um odor intoxicante e «adormecedor» no balneário. Os dois delegados ao jogo confirmaram a presença do cheiro intenso, mas decidiram pela realização do jogo, sem que o técnico e o atleta tenham participado.
O Sporting jogou sob protesto, mas não formalizou o mesmo, e apesar de ter três dias úteis para o fazer, o mais certo será não avançar, uma vez que o mesmo pode determinar a repetição do jogo e, recorde-se, o triunfo foi um passo gigante para a conquista do tricampeonato.
Entretanto, o FC Porto rapidamente desmentiu, em comunicadom a versão leonina considerando as acusações «graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento».
Perante o impasse, e até agora, o Sporting não revelou que passos vai dar, exceto falar com a ministra, não tendo anunciado se vai fazer uma participação disciplinar contra o FC Porto, ou apresentar uma queixa crime, ou apresentar o caso à Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), por exemplo.
Ricardo Costa foi o único a fazer um post nas redes sociais, mas sem comentar o caso diretamente. «Esta equipa não se apaga e ninguém nos tira o brilho. Para aqueles que gostam de andebol, na próxima quinta-feira entramos em campo para dignificar o desporto português», escreveu o antigo internacional português referindo-se ao jogo da Champions League com o Wisla Plock.
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