Concerto europeu de SC Braga e Famalicão teve direito a 'encore' perto do fim
SC Braga e Famalicão tocaram hino à alegria na Pedreira, que só podia terminar com dois êxitos para cada um dos conjuntos (2-2). Os artistas Rodrigo Zalazar e Gustavo Sá não marcaram presença, mas o espetáculo tinha de continuar. Carlos Vicens trocou quatro elementos da banda que tocou uma melodia inesquecível em Sevilha, na quinta-feira, mas os bracarenses encontraram o ritmo certo logo no segundo minuto.
Vítor Carvalho, cada vez mais central no modelo de Vicens que também adaptou Moscardo à posição, descobriu Fran Navarro nas costas da defesa do Famalicão com um passe delicioso. O matador espanhol fintou a marcação de Ba e atirou a contar pela 12.ª vez na temporada.
⚽ GOLO
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Fran Navarro 2'
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O único representante português nas competições europeias deu o primeiro golpe, mas o aspirante à primeira qualificação da história do clube não caiu. Gil Dias ensaiou um remate em jeito aos 7', mas Hornicek respondeu com mais uma parada característica. Não deu golo, mas o extremo luso prometeu voltar.
O SC Braga sentiu a exibição discreta de Pau Victor e procurou capitalizar a inspiração de Navarro. Horta e Grillitsch tentaram servir o avançado espanhol, mas Ba e De Haas transbordaram segurança. De um corte da defesa do Famalicão saiu o segundo single da noite.
Grillitsch caiu na grande área do Famalicão, David Silva mandou seguir e o Gil Dias aproveitou. Se aos 7' Hornicek agigantou-se, aos 40' o remate em jeito só parou no fundo das redes do SC Braga.
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Gil Dias 40'
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Gil Dias e Sorriso encabeçavam o cartaz do festival ofensivo do Famalicão que capitalizou o golo marcado. O extremo brasileiro fez a cabeça em água a Victor Goméz, mas nunca encontrou parceiro para um duelo que colocasse os visitantes em vantagem.
A primeira parte terminou com um coro de assobios para o árbitro da partida, David Silva, que não atendeu a nenhum dos inúmeros pedidos de penálti. O regresso às cabines antecedeu 45 minutos mais mornos.
O SC Braga regressou com maior mobilidade, capacidade de circular a bola e servir os avançados em zonas interiores. João Moutinho aproximou-se do último terço, Grillitsch continuou a criar superioridade numérica na construção e Navarro, Horta e Pau Victor elevaram os níveis de harmonia.
Os bracarenses namoraram a baliza adversária em três ocasiões entre os 59' e os 65', mas a falta de inspiração no momento da finalização e a segurança do muro do Famalicão seguraram o nulo. Diz o ditado que quem não marca sofre e Gil Dias quis prová-lo. O autor do primeiro golo dos visitantes ligou a mota pela direita, penetrou na grande área adversária e encontrou, com a ajuda de Moscardo, Rafa Soares desmarcado ao segundo poste.
O lateral esquerdo foi frio e festejou pela primeira vez esta época aos 65'. Carlos Vicens refrescou o meio-campo e colocou a carne toda no assador nos 20 minutos finais, enquanto Hugo Oliveira acrescentou um central para a reta final da partida.
Os bracarenses dominaram em larga escala a posse de bola, mas esbarraram em Carevic. O montenegrino mostrou porque é que pertence à prateleira de cima dos guarda-redes da Liga com uma grande parada a cabeceamento de Tiknaz, aos 85'.
⚽ GOLO
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Rafa Soares 65'
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O SC Braga lutou, deixou toques perfumados e foi recompensado no último suspiro. Justin de Haas, com o lance controlado, foi imprudente e acertou com o cotovelo em Victor Gómez, no interior da grande área do Fama, aos 90+6'.
Ricardo Horta, tal como em Sevilha, assumiu a responsabilidade e resgatou um empate com um grande remate. O SC Braga, quarto classificado com 53 pontos, mantém distâncias para o Famalicão, quinto com 48, que ganhou um ponto ao Gil Vicente nesta jornada.
Enquanto teve gás, foi importantíssimo na manobra ofensiva bracarense. A relação íntima com o golo refletiu-se no remate certeiro aos 2' que encabeçou inúmeras jogadas na primeira parte em que foi um dos faróis arsenalistas. Mais fresco do que os colegas de ataque, caiu de quando em vez nos corredores e baralhou marcações.
As notas do SC Braga
Hornicek (5); Gabriel Moscardo, Lagerbielke (6) e Vítor Carvalho (6); Victor Gómez (6), Grillitsch (6), João Moutinho (5) e Lelo (4); Pau Víctor (5), Fran Navarro (7) e Ricardo Horta (6). Tiknaz (6), Gorby (5), Dorgeles (5), El Ouazzani (-).
A toda a velocidade. O extremo luso, a rubricar uma das melhores épocas da carreira, foi sempre o mais esclarecido ofensivamente. Gil Dias testou Hornicek aos 7', antes de transformar as intenções em festejos aos 40'. A defesa subida bracarense sofreu com as arrancadas do antigo jogador do clube que na segunda parte libertou-se do domínio dos homens de Vicens, correu até ao último terço e serviu Rafa Soares. Adulto, matreiro e decisivo
As notas do Famalicão
Carevic (6); Rodrigo Pinheiro (5), Ba (6), De Haas (6) e Rafa Soares (6); Van de Looi (6) e Mathias de Amorim (6); Gil Dias (8), Pedro Santos (5) e Sorriso (6); Elisor (5). Realpe (5), Garcia (-), Abubakar (-).
Carlos Vicens: «A equipa nunca deixou de acreditar»
«A equipa nunca deixou de acreditar, não vi ninguém a baixar os braços nem a cabeça. Isto diz muito deste grupo, ambicioso e que quer acabar a época da melhor forma. Na primeira parte faltou-nos interpretar melhor no lado direito, mas não senti que estivéssemos em desconforto. Naquela jogada [golo do Famalicão aos 40'] há contacto, com dez em campo durante 15 segundos acabamos por sofrer. Na segunda parte, penso que marcaram na única vez que ultrapassaram a linha do meio-campo com a bola controlada. Senti que era injusto, controlámos melhor a segunda parte do que a primeira parte. Mas tens duas opções: ou te lamentas pelo que está acontecer e encontras desculpas ou tentar encontrar soluções. Procurámos o golo e marcámos tarde.»
Hugo Oliveira: «O resultado é frustrante»
«O resultado deixa-nos frustrados, no último minuto sofrer um penálti e empatar num jogo em trabalhámos tanto com dedicação e competência. Começámos o jogo a perder com uma equipa muito boa, reagimos bem, podíamos ter marcado e empatámos no final de primeira parte equilibrada. O SC Braga começou a criar mais situações de perigo, mais associações. Acabámos por fazer o golo como achámos que íamos fazer depois fomos competentes, podíamos ter marcado golo. Defender também é uma arte. O adversário acaba por empatar. As defesas do nosso guarda-redes são em lances de bola parada, o SC Braga praticamente não agrediu e o golo caiu do céu. O orgulho não é de hoje, é da caminhada. é isto que nos alimenta, estes jogos contra estas equipas boas nestes estádios. Às vezes dói, hoje doeu. É futebol. Foi um jogo do gato e do rato. Um bom jogo de futebol, bom espetáculo, mas o resultado é frustrante. Não quero que os adeptos vão para casa tristes e frustrados, devem estar orgulhosos desta equipa.»