Kimi Antonelli volta a não ter a Itália para apoiar no Mundial
Kimi Antonelli volta a não ter a Itália para apoiar no Mundial

Como os pilotos de Fórmula 1 vão ver o Mundial de futebol e quem apoiam

Italiano Kimi Antonelli gosta de Leonel Messi, mas tem um fraquinho pelo Brasil, Max Verstappen, apesar das nacionalidades da mãe e da mulher diz que só se vestirá de laranja, Franco Colapinto puxará pela Argentina mas não a coloca como favorita e Sergio Pérez até espera conseguir viajar da Europa para o México para assistir a um jogo ao vivo em casa

Apesar da ausência da seleção italiana no Mundial de futebol 2026, o que acontece pela terceira vez consecutiva, o italiano Kimi Antonelli, líder do campeonato de Fórmula 1, revelou que irá acompanhar o torneio e manifestou uma pequena preferência pela seleção brasileira.

«É um evento incrível, mesmo que a Itália não vá participar. É um desastre, mas tudo bem. Vou assistir a praticamente todos os jogos, porque é simplesmente super fixe», afirmou Antonelli numa reportagem da Globo. «Não sei por quem vou torcer, mas há muitos jogadores que admiro. Pessoalmente, gosto muito da forma como o Brasil joga. Quando era pequeno, também gostava muito da equipa do Barcelona com o Ronaldinho Gaúcho e o Lionel Messi. Gosto do Brasil, por isso, se eles se saírem bem, ficaria feliz, com certeza», foi contando o piloto da Mercedes

«Mas também torço pelo Messi. Era um dos meus jogadores favoritos e tive a oportunidade de o conhecer em Miami», revelou Antonelli, de 19 anos.

O Campeonato do Mundo decorre em simultâneo com uma fase intensa do calendário da Fórmula 1, com corridas em Barcelona, Áustria, Inglaterra e Bélgica. A final do Mundial, a 19 de julho, coincide com o Grande Prémio da Bélgica, dificultando a vida aos pilotos que queiram acompanhar as suas seleções.

Durante o GP do Canadá, aquele jornal brasileiro questionou ainda vários pilotos sobre as suas expectativas. Max Verstappen mostrou-se entusiasmado com os Países Baixos, apesar de ter ligações familiares à Bélgica, através da mãe, e ao Brasil, através da mulher, Kelly Piquet. «Vou torcer pelos Países Baixos. Naturalmente, é a minha equipa, o meu país. Se houver alguma rivalidade familiar, vamos ver que camisola vestem. A minha será laranja», brincou.

Já Franco Colapinto, piloto da Alpine, apoia a campeã mundial Argentina, mas prefere não falar em favoritismo. «Eles deram-nos muita felicidade no Qatar em 2022. Será complicado, porque são sempre as melhores seleções a competir, mas tenho a certeza de que darão o seu melhor», comentou, admitindo que a época de corridas torna difícil acompanhar os jogos.

A rivalidade europeia também marcou presença no paddock. Numa conferência de imprensa em Montreal, o inglês da Racing Bulls, Arvin Lindblad, provocou ao afirmar que o troféu «está a voltar para casa», uma expressão típica dos adeptos ingleses, com George Russell a concordar. O francês Pierre Gasly, da Alpine, não se deixou ficar e respondeu: «Sim, vamos ver isso. Vai ser em Spa, não é? Vamos ver para que casa ela volta».

Enquanto a maioria dos pilotos europeus terá dificuldades em conciliar as agendas, Sergio Pérez parece mais determinado em encontrar uma forma de assistir ao Mundial, especialmente porque a sua cidade natal, Guadalajara, é uma das sedes do torneio organizado por México, Estados Unidos e Canadá.

«Vamos estar na Europa e eles a jogar no México, mas vou, definitivamente, voltar para um jogo, porque quero levar o meu filho. Ter um Campeonato do Mundo em casa, eles jogam na minha cidade também, por isso... Estou muito entusiasmado por ver. A torcer muito», afirmou, acrescentando que está a tentar encontrar forma de garantir a viagem. «Vou estar na Europa e terei literalmente de vir só para o jogo. Vamos fazer com que aconteça».

Curiosamente, a imprensa italiana tem destacado os bons resultados de Antonelli na F1 como uma espécie de compensação pela ausência da seleção de futebol, um fenómeno semelhante ao que aconteceu com o seu ídolo, Ayrton Senna, no Mundial de 1986. Na altura, o piloto brasileiro venceu o GP de Detroit um dia após a eliminação do Brasil contra a França e celebrou com a bandeira brasileira, um gesto que se tornou a sua imagem de marca.

Com o Mundial a aproximar-se, os pilotos brasileiros do desporto motorizado revelam planos distintos para apoiar a sua seleção, condicionados pelas suas preenchidas agendas competitivas na Europa.

Por sua vez, Gabriel Bortoleto (Audi) terá uma abordagem diferente. Admitiu que não conseguirá assistir a nenhum jogo ao vivo devido à intensa «maratona» de cinco corridas que enfrenta entre junho e 19 de julho, data da final do Mundial.

«Não vou conseguir ir a um jogo. Estão a acontecer muitas coisas agora, pelo menos do meu lado. Preciso de colocar todo o meu foco em permanecer na equipa e tentar melhorar algumas áreas», explicou Bortoleto. No entanto, garantiu que o apoio não faltará: «Mas com certeza vou torcer pelo Brasil e assistir à maioria dos jogos pela TV».

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