Gabriel Mec festeja golo com máscara do Homem-Aranha - Foto: IMAGO

Como joga Gabriel Mec, o herdeiro de Ronaldinho Gaúcho no Grêmio

Médio ofensivo ou extremo está muito perto do FC Porto

O FC Porto está perto da contratação de Gabriel Mec, jovem promessa de 18 anos do Grêmio. O criativo brasileiro prepara-se para dar o salto para o futebol europeu num negócio avaliado em cerca de 10 milhões de euros, sabe A BOLA. Mas quem é e como joga Gabriel Mec, um dos melhores produtos do conjuntos de Porto Alegre depois de Ronaldinho Gaúcho?

Gabriel Ferreira de Carvalho nasceu a 11 de abril de 2008 em Campos dos Goytacazes. O jovem médio ofensivo chegou ao Grêmio com apenas nove anos e cumpriu todo o processo de formação no clube de Porto Alegre, onde recusou abordagens europeias precoces para se focar no seu crescimento.

Agora com 18 anos, Gabriel Mec consolidou a sua presença na equipa principal sob o comando do treinador português Luís Castro. Ao longo de 2026, participou em 32 jogos oficiais pelo emblema gaúcho, registando três golos e duas assistências.

Fantasista imprevisível e forte no drible

Com 1,73 metros de altura e um centro de gravidade baixo, o jovem brasileiro atua preferencialmente como médio ofensivo ou extremo, descaindo para zonas interiores com facilidade. É um jogador ambidestro, capaz de criar desequilíbrios na frente de ataque através do drible e da aceleração.

O seu estilo de jogo evoca traços da imprevisibilidade de Ronaldinho Gaúcho e do perfil desequilibrador de Lamine Yamal, embora obviamente esteja a anos-luz ainda do que esses dois nomes atingiram nas respetivas carreiras, com o espanhol ainda numa fase inicial da mesma. Destaca-se também pela facilidade de colocar passes entre linhas, visão de jogo aguçada e serenidade na hora de finalizar.

Gabriel Mec é um desequilibrador nato
Gabriel Mec é um desequilibrador nato

Aspetos a lapidar

Apesar do talento natural, a transição para o futebol europeu exigirá evolução física. O perfil franzino ainda apresenta dificuldades nos duelos corporais mais intensos e na capacidade de choque contra defesas mais velhos e mais acabados.

O processo de tomada de decisão e o compromisso defensivo sem bola são outros pontos a trabalhar. A tendência para arriscar a jogada individual em zonas de risco resulta, por vezes, em perdas de bola evitáveis. Ainda assim, o potencial de Gabriel Mec parece justificar o investimento do FC Porto, que perdeu recentemente a imprevisibilidade e a fantasia que Rodrigo Mora acrescentava à equipa, com a venda à Roma.

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