Com Lamine não há jogos previsíveis (crónica)
Lamine Yamal voltou a ser decisivo para o Barcelona. À medida que a época caminha para o seu último terço é notória a subida de forma do extremo espanhol, o que representa ótimas notícias para Hansi Flick, que se prepara agora para as grandes decisões.
Num jogo equilibrado e longe de deixar os adeptos de ambas as equipas colados ao sofá ou às cadeiras da catedral de San Mamés, foi o talento daquele que tem tudo para ser o melhor do mundo de forma consecutiva nos próximos anos a resolver: aos 68’, o maestro Pedri trouxe a bola do lado esquerdo, viu a meia direita descoberta e colocou a bola no número 10, que até aí nunca tivera oportunidade de um 1x1 para o adversário. Depois, fez o que tão bem sabe: movimento diagonal e remate em arco, com a bola a bater ainda no interior do ferro.
Este poderá vir a ser um daqueles momentos que ajudam a definir um campeão. O que difere as equipas que vencem títulos das outras são encontros como este em que mesmo sem jogar bem, conseguem vencer.
Depois de uma primeira parte morna, com pouco trabalho dos guarda-redes, Hansi Flick percebeu que para ganhar teria de colocar a cavalaria: colocou Pedri ao intervalo e aos 62' meteu três de uma assentada: Raphinha, Lewandowski e Fermin López. E de imediato notou-se a melhoria: seis minutos depois, Lamine materializava as intenções coletivas de resolver algo que parecia estar a complicar-se.
Até ao fim apenas houve uma ligeira ameaça do Athletic, mas o vólei de Navarro na área de Joan García passou ao lado. Pouco depois acaba a partida e o Barça recuperava os quatro pontos de vantagem sobre o Real Madrid. E já a pensar no Newcastle, terça-feira, para a Champions.