Chinesa de 13 anos conquista novo ouro e regista segunda melhor marca de sempre dos 200m estilos
A jovem chinesa Yu Zidi continua a espantar nos Jogos Asiáticos que decorem no Japão, no caso da natação na piscina olímpica de Tóquio. Depois de, no domingo, ter conquistado a medalha de ouro nos 200m mariposa, estabelecendo novo recorde da competição com o tempo de 2.05,08m, esta segunda-feira Zidi, de apenas 13 anos, foi ainda mais longe ao repetir o ouro nos 200m estilos, só que alcançado a segunda melhor marca de sempre.
Com um registo de 2.06,10, Yu Zidi obteve a melhor marca mundial do ano e ficou a escassos 40 centésimos do recorde mundial, que pertence à canadiana Summer McIntosh (2.07,70), tricampeã olímpica em Paris-2024 e outro fenómeno desde tenra idade.
A nadadora, que completa 14 anos no próximo mês, alcançou os dois primeiros grandes títulos da carreira a menos de dois anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Apesar do feito, Yu descreveu, após receber a medalha, a sua performance aos 200 mariposa como «apenas razoável».
Opinião diferente teve já após os 200 estilos. «Estou ainda mais feliz por ter conquistado esta segunda medalha de ouro do que a primeira», afirmou depois de ter relegado a compatriota Yu Yiting (2.07,99), para o segundo lugar enquanto a japonesa Narita Mio (2.10,40) fechou o pódio.
No ano passado, em Singapura, com apenas 12 anos, Yu já se havia tornado na mais jovem medalhada na história dos campeonatos do mundo ao conquistar o bronze na estafeta de 4x200 metros livres. E a sua participação nos Jogos Asiáticos ainda não terminou, uma vez que irá competir nos 400 metros estilos
A China demonstrou o seu domínio nas piscinas, arrecadando seis dos sete títulos em disputa logo no primeiro dia de competição. A natação é uma das três modalidades a decorrer em Tóquio, enquanto o resto dos Jogos se desenrola em Nagoya e na prefeitura de Aichi.
Os Jogos, que foram oficialmente abertos no sábado pelo Imperador Naruhito, decorrerão durante duas semanas com mais de 40 desportos em competição, encerrando a 4 de outubro. O evento oferece vagas para os Jogos Olímpicos de 2028, mas tem sido marcado por vários problemas organizacionais.
A organização japonesa enfrenta dificuldades, nomeadamente no alojamento dos mais de 11.000 atletas e 6.000 oficiais, tendo optado por não construir uma aldeia olímpica tradicional para reduzir custos. Os participantes estão alojados em contentores temporários, hotéis e no navio de cruzeiro Costa Serena. Kirsty Coventry, presidente do Comité Olímpico Internacional, descreveu os alojamentos temporários como «bonitos», mas admitiu que eram «um pouco mais apertados» do que instalações semelhantes nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina.
A aproximação do tufão Dujuan representa mais um desafio. A chuva intensa que caiu em Tóquio no domingo já forçou o encerramento do local das provas de hipismo, adiando o início da competição para terça-feira. Prevê-se que o tufão atinja a cidade com ventos fortes e chuva intensa na segunda-feira. Embora Nagoya não esteja na trajetória direta da tempestade, também se espera mau tempo na região.
Noutras modalidades, a Coreia do Sul conquistou o ouro no basquetebol masculino ao vencer o Japão por 67-57, enquanto o Irão assegurou a medalha de bronze com uma vitória sobre a China por 79-70.
No críquete, a Índia derrotou o Bangladesh por 114 corridas nas meias-finais do T20 feminino, com Smriti Mandhana a tornar-se a maior pontuadora na história da modalidade e a sua colega Shafali Verma a alcançar o seu primeiro hundred. A Índia defrontará o Sri Lanka na final de terça-feira, se as condições meteorológicas o permitirem.