Festejos da seleção francesa
Festejos da seleção francesa

Chilavert volta a causar polémica ao apelidar França de «seleção de África»

Turma gaulesa vai defrontar o Paraguai nos oitavos de final do Mundial 2026

O antigo guarda-redes paraguaio, José Luis Chilavert, voltou a gerar controvérsia com um comentário de cariz racista na antevisão do jogo entre o Paraguai e a França, a contar para os oitavos de final do Mundial 2026. Em resposta a uma provocação do ex-futebolista francês Christophe Dugarry, Chilavert referiu-se à seleção gaulesa como uma «seleção de África».

A troca de palavras teve início quando Dugarry, campeão do mundo pela França em 1998, desvalorizou as hipóteses do Paraguai numa entrevista à RMC Sport.

«Sinceramente, o Paraguai vai levar uma tareia. Estou a dizer-vos: o Paraguai vai ser atropelado. Eles vão entrar em campo a querer apenas defender-se, porque são incapazes. Acho que a seleção francesa, mesmo que encontre alguma dificuldade no início, vai conseguir vencer», afirmou o antigo avançado.

A resposta de Chilavert não tardou, através das redes sociais, onde partilhou as declarações de Dugarry e acrescentou um comentário provocador.

«O Christophe tem razão, no Mundial 1998 defrontámos franceses e agora o Paraguai irá defrontar uma seleção de África», escreveu o ex-guarda-redes.

Esta declaração remete para a ascendência africana de vários jogadores da seleção francesa, um discurso frequentemente criticado pelo seu teor xenófobo e racista. Apesar de muitos atletas terem pais ou avós imigrantes de África, como é o caso de Kylian Mbappé, todos os convocados possuem cidadania francesa. Dos 26 jogadores que compõem a equipa, apenas o guarda-redes suplente Brice Samba nasceu no continente africano, na República Democrática do Congo. Olise nasceu em Inglaterra e Marcus Thuram em Itália.

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