Ukaleq Slettemark - Foto: IMAGO
Ukaleq Slettemark - Foto: IMAGO

Chamou idiota a Trump e pede exclusão para norte-americanos se os EUA invadirem a Gronelândia

Ukaleq Slettemark tornou-se uma das figuras mais comentadas no evento de biatlo de sexta-feira

Uma atleta da Gronelândia manifestou o seu desacordo com a tentativa do presidente norte-americano de controlar o seu país através da força militar. Segundo Slettemark, tal seria comparável às ações de Vladimir Putin na Ucrânia.

Após a corrida, publicou uma mensagem nas redes sociais, onde sublinhou que representar a Gronelândia nestes dias é algo muito especial para ela. Desejou ainda força e resiliência a todos os seus compatriotas.

«Normalmente, as pessoas querem falar comigo sobre os meus resultados, mas agora, por acaso, disse algumas coisas, incluindo sobre Trump, que, claro, despertam interesse. No entanto, mantenho as minhas palavras», afirmou a biatleta de 34 anos numa entrevista ao jornal Dagbladet.

A atleta já tinha classificado o presidente norte-americano como um «enorme idiota», o que, na sua opinião, terá sérias consequências.

«Já não irei aos EUA, mas está tudo bem. Diz-se que as pessoas que criticam Trump só devem viajar para os Estados Unidos com telemóveis descartáveis. E eu critiquei Trump de forma veemente», explicou Ukaleq Slettemark, que aparentemente não participará no evento final da temporada em Lake Placid.

Ao mesmo tempo, está convencida de que, se a Gronelândia fosse invadida, os atletas norte-americanos deveriam ser excluídos das competições internacionais, tal como os russos.

«Se os atletas americanos fossem excluídos, apoiaria totalmente. E isso apesar de serem pessoas muito simpáticas. Mas o que está a acontecer atualmente na política é realmente mau. Gosto da Gronelândia como ela é, e da nossa liberdade. É assustador que isso possa mudar», acrescentou a biatleta.